O Brasil pode ter, em breve, um marktplace para compra e venda de energia baseado em blockchain, segundo um projeto que vem sendo desenvolvido no Estado do Paraná, pela Companhia Paraense de Energia, COPEL em parceria com a Fundação CPQD.
O projeto, registrado na Anael com o número 028660506/2019 prevê a criação de um "Marketplace descentralização para comercialização de energia elétrica baseado em blockchain". O valor total aprovado é de R$ 3.092.700,00.
Segundo o edital de contratação do CPQD pela Copel o projeto "compreende o desenvolvimento de um marketplace descentralizado, baseado em blockchain para transações de compra e venda de energia, assim como a realização de uma prova de conceito em um ambiente simulado a partir de dados representativos do mercado da Copel Distribuição"
"Com este projeto, a Copel Distribuição, dará um passo importante na preparação para as mudanças estruturais quem vem sendo impulsionadas pela massificação da geração distribuída, pelo advento do adormentamento residencial de energia, pela popularização dos veículos elétrico e pelo crescente protagonismo dos consumidores", disse a empresa.
A duração prevista do projeto é de 21 meses e além da implantação de uma rede blockchain para suporte à operação também haverá o desenvolvimento de simuladores para emular a interação dos participantes do projeto nas transações de energia que serão firmadas por meio de contratos inteligentes.
"A fundação CPQD tem trabalhado em tópicos relacionados à tecnologia do blockchain desde meados de 2016. Nos últimos anos foram realizadas atividades nas áreas de capacitação tecnológica, conhecimento do ecossistema blockchain, desenvolvimento de parcerias, divulgação, desenvolvimento de protótipos e, mais recentemente, a
realização de projetos", justifica a empresa.
Como reportou o Cointelegraph a EDP, líder em inovação no setor elétrico brasileiro, será a primeira companhia de energia elétrica do Brasil a utlizar uma solução em blockchain no setor de energia no Brasil.
A solução será implementada para medição e registro do consumo de energia e geração distribuída provenientes dos consumidores da área de concessão da Empresa. Segundo a companhia, a solução facilita o processo de gestão da energia gerada pelas centrais solares e utilizada pelos clientes, os chamados “prosumidores”, que produzem e consomem.
O projeto, criado em parceria com a startup austríaca Riddle & Code, está em fase de desenvolvimento envolvendo diferentes tipos de utilizadores.
Trata-se de um equipamento criptográfico que é anexado aos contadores domésticos de energia para medir o consumo de cada utilizador, facilitando as transações e os cálculos para cobrança e tributação sem a necessidade de instalação de um contador inteligente.
Assim, é possível determinar com segurança se houve gasto excedente de energia ou se haverá desconto na fatura.
“A empresa está muito satisfeita com o patrocínio a este projeto piloto com a Riddle & Code para desenvolver uma tecnologia que consideramos crítica para o futuro do setor. A implementação desta inovação permitirá transformar um processo complexo em algo simples, eficaz e seguro para as partes envolvidas, incentivando o uso da energia distribuída no Brasil". disse a gestora executiva de inovação da EDP, Lívia Brando.