Aquela dúvida que sempre fica no ar se realmente a conta de energia corresponde ao gasto feito apontado pode estar perto do fim. A EDP, líder em inovação no setor elétrico brasileiro, será a primeira companhia de energia elétrica do Brasil a utlizar uma solução em blockchain no setor de energia no Brasil, de acordo com informações da empresa compartilhadas com o Cointelegraph.
A solução será implementada para medição e registro do consumo de energia e geração distribuída provenientes dos consumidores da área de concessão da Empresa. Segundo a companhia, a solução facilita o processo de gestão da energia gerada pelas centrais solares e utilizada pelos clientes, os chamados “prosumidores”, que produzem e consomem.
O projeto, criado em parceria com a startup austríaca Riddle & Code, está em fase de desenvolvimento envolvendo diferentes tipos de utilizadores. Trata-se de um equipamento criptográfico que é anexado aos contadores domésticos de energia para medir o consumo de cada utilizador, facilitando as transações e os cálculos para cobrança e tributação sem a necessidade de instalação de um contador inteligente. Assim, é possível determinar com segurança se houve gasto excedente de energia ou se haverá desconto na fatura.
Segundo a EDP, entre os benefícios da solução, estão a gestão aprimorada da descentralização do fluxo de energia com a conexão dos três agentes envolvidos: distribuidora, consumidor e central de geração distribuída; a garantia da veracidade, transparência e rastreabilidade dos dados; e a possibilidade de cadastrar o cliente e realizar a leitura remotamente em caso de contador convencional.
O desenho da solução utilizando a tecnologia blockchain visa assegurar a escalabilidade e sustentabilidade de todo o sistema.
“A empresa está muito satisfeita com o patrocínio a este projeto piloto com a Riddle & Code para desenvolver uma tecnologia que consideramos crítica para o futuro do setor. A implementação desta inovação permitirá transformar um processo complexo em algo simples, eficaz e seguro para as partes envolvidas, incentivando o uso da energia distribuída no Brasil". disse a gestora executiva de inovação da EDP, Lívia Brando.
A empresa destaca ainda que o projeto está alinhado com a legislação brasileira sobre o consumo remoto de energia distribuída, que se tornou referência mundial. Com estas normas, o consumidor pode alugar uma cota de uma central solar que não está alocada no seu terreno, e garantir o abastecimento próprio com energia de fonte renovável.
“Desenvolvemos uma solução segura, económica e escalável combinando sistemas ligados à tecnologia blockchain de última geração. Ao mesmo tempo, possibilitamos uma abordagem completamente nova aos negócios, permitindo harmonizar com o TI da EDP”, avalia Alexander Koppel, CEO da Riddle & Code.
Segundo um comunicado, a EDP Brasil planeja aumentar sua participação no mercado de geração de energia solar distribuída, segundo o CEO da companhia, Miguel Setas. O Brasil receberá o maior volume de investimentos do Grupo EDP neste ano, com previsão de R$ 30 bilhões. Além de projeto em geração distribuída, esse valor também é destinado para mobilidade elétrica, inteligência artificial, drones e robotização.
Como reportou o Cointelegraph, a EDP assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com a Accenture para a criação do Smart Energy Lab, uma espécie de hub de inovação que visa promover a integração da tecnologia blockchain e a exploração comercial da energia solar.
“Liderar a transição energética é um vetor fundamental da estratégia da EDP. O Smart Energy Lab, em parceria com a Accenture, nos permitirá acelerar o desenvolvimento das soluções que estão promovendo a transformação do setor”, afirmou no texto Miguel Setas, presidente da EDP no Brasil.