Os investimentos do Brasil em fundos de criptomoedas recuaram US$ 5,6 milhões, cerca de US$ 31,7 milhões, no acumulado semanal da última sexta-feira (26), período de US$ 245 milhões em aportes líquidos globais, segundo relatório da CoinShares.
Reprodução/CoinShares
Além do Brasil, Alemanha, Hong Kong e Suécia ficaram no vermelho com respectivos volumes de US$ 59,6 milhões, US$ 3,5 milhões e US$ 2,6 milhões. Em direção contrária, EUA, Suíça, Canadá e Austrália avançaram com respectivos aportes de US$ 272 milhões, US$ 40,6 milhões, US$ 2,5 milhões e US$ 1,7 milhão. Por sua vez, os volumes de negociação alcançaram US$ 14,8 bilhões, melhor semana desde maio.
De acordo com a gestora, o lançamento de fundos negociados em bolsa (ETFs) de Ethereum (ETH) à vista (spot), recém-emitidos nos EUA por aprovação da comissão de valores mobiliários (SEC) daquele país, com US$ 2,2 bilhões em entradas, ocasionou algumas das maiores entradas desde dezembro de 2020.
Por outro lado, o Ethereum capitaneou as saídas líquidas dos produtos de investimento do segmento, já que a altcoin da rede líder dos contratos inteligentes representou US$ 284,9 milhões em saídas, seguida por US$ 2,7 milhões da Solana (SOL).
Em direção contrária, o Bitcoin (BTC) representou a maior fatia de entradas líquidas, em US$ 519 milhões com US$ 3,6 bilhões no acumulado de 2024. O benchmark foi seguido por cestas multiativos e Cardano (ADA), com respectivas entradas de US$ 8,7 milhões e US$ 1,2 milhão.
Segundo o relatório, o total de ativos sob gestão (AuM) chegou a US$ 99,17 bilhões com US$ 20,47 bilhões em entradas líquidas acumuladas em um ano. Nesse caso, o Brasil manteve a sexta colocação com US$ 960 milhões, enquanto EUA, Suíça, Canadá, Alemanha e Suécia responderam pelos maiores volumes, respectivamente de US$ 76,3 bilhões, US$ 5,14 bilhões, US$ 4,79 bilhões, US$ 4,13 bilhões e US$ 3,31 bilhões.
Por gestoras/fundos, a Grayscale respondeu por saídas líquidas de US$ 1,46 bilhão, seguida por Bitwise ETFs e ARK 21 Shares com respectivas saídas de US$ 87 milhões e US$ 49 milhões. Em direção contrária, iShares ETFs da gestora BlackRock, Fidelity ETFs e 21Shares AG registraram respectivos depósitos de US$ 1,2 bilhão, US$ 30 milhões de US$ 27 milhões enquanto outros fundos globais totalizaram US$ 577 milhões.
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Na semana anterior, os aportes nacionais em fundos de criptomoedas recuaram R$ 9,5 milhões, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.