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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Brasil recua duas posições, mas mantém liderança em adoção de criptomoedas na América Latina, revela pesquisa

Índice Global de Adoção de Criptomoedas aponta Índia na liderança e domínio das regiões da Ásia Central, Meridional e Oceania.

Brasil recua duas posições, mas mantém liderança em adoção de criptomoedas na América Latina, revela pesquisa
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O Brasil caiu da sétima para a nona posição global em adoção de criptomoedas segundo a edição deste ano do Global Crypto Adoption Index, o Índice Global de Adoção de Criptomoedas, relatório anual desenvolvido pela Chainalysis, empresa de análise de dados, software e pesquisas relacionadas a blockchain, divulgado nesta terça-feira (12). 
Apesar do recuo, o país ainda se manteve na liderança na América Latina, segundo o documento. Já o primeiro lugar mundial ficou com a Índia, seguida respectivamente por: Nigéria, Vietnã, Estados Unidos, Filipinas, Indonésia, Paquistão, Brasil, Tailândia, China, Peru, Rússia, Reino Unido, Argentina, México, Bangladesh, Japão, Canadá e Marrocos. Em relação às região, as três primeiras posições ficaram com a Ásia Central, Ásia Meridional e Oceania.
Segundo a Chainalysis, os 154 países mensurados foram decompostos em cinco subíndices com escala de 0 a 1. Em cada um foram ponderadas características como tamanho da população e poder de compra, sendo que, quanto mais próxima de 1 for uma determinada pontuação, maior a classificação do país avaliado. 
A empresa informou que, para cada cálculo de subíndice, foram estimados os volumes de transações dos países para diferentes tipos de serviços e protocolos de criptomoedas com base nos padrões de tráfego na web, apesar da existência de distorções de dados de tráfego e casos de uso de serviços VPN relacionados às criptomoedas. 
Por outro lado, a Chainalysis avaliou que essas distorções podem ser consideradas irrisórias em relação ao total quantificado pelo monitoramento, “centenas de milhões de transações e 13 mil milhões de visitas na web”, além da aferição junto a especialistas em criptomoedas de cada país. 
Em relação aos cinco subíndices e suas respectivas formas de medição, são eles: valor em criptomoedas on-chain recebido em exchanges centralizadas, ponderando pela paridade do poder de compra (PPC) per capita; valor de varejo na rede recebido em exchanges centralizadas, ponderado pela PPC per capita; volume de negociações peer-to-peer (P2P), ponderado pela PPC per capita e número de usuários de internet; valor em criptomoedas on-chain recebido de protocolos de finanças descentralizads (DeFi), ponderado pela PPC per capita; e valor de varejo na rede recebido de protocolos DeFi, também com a mesma ponderação. 
Quanto às colocações parciais do Brasil no Top 20 dos principais países em adoção, a melhor colocação se refere ao quesito “valor em criptomoedas on-chain recebido em exchanges centralizadas”, na nona posição. Já o pior desempenho foi o do subíndice “volume de negociações peer-to-peer (P2P)”, na 15ª colocação.
A empresa observou ainda que a categoria de países com renda média baixa (LMI), estabelecidos pela classificação do Banco Mundial com renda per capita entre US$ 1.086 e 4.255, entre eles Índia, Nigéria e Ucrânia, foi "a única categoria de países cuja adoção popular total permanece acima de onde estava no terceiro trimestre de 2020." A Chainalysis lembrou que 40% da população mundial vive em países LMI.  
Na esteira do avanço das criptomoedas no país, o Blockchain Rio Festival 2023 promete ser catalisador de novos negócios da Web3, IA e outras tecnologias disruptivas, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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