Brasileiras 'vivem' com Bitcoin no Brasil e contam como é

As brasileira, Carol Souza e Kaká Furlan, ambas de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, montaram o canal UseCripto para mostrar como é 'viver' somente com Bitcoin e, recentemente, as brasileiras mostraram o primeiro resultado desta 'aventura' que envolveu as cidades de Porto Alegre e Florianópolis.

"Criamos o UseCripto a partir da observação dos canais de criação de conteúdo que existiam nos primeiros meses de 2019. Todos estavam muito voltados para trade, haviam poucas referências femininas e ninguém ia a campo mostrar como funcionam as rotinas das cidades e como, na prática, estava o uso das criptomoedas. A partir daí pensamos que poderíamos criar um canal que preenchesse as lacunas. Já vínhamos estudando sobre ações, títulos públicos, LCI, LCA, etc, sobre educação financeira como um todo e percebemos que o conhecimento sobre criptomoedas é complementar e indispensável para quem quer ter o controle sobre suas finanças e vida financeira", disse recentemente Souza ao CriptoFácil.

Partiu

As meninas partiram de carro, de Porto Alegre para Florianópolis, uma distância de 400 quilômetros, toda percorrida 'com bitcoin'.

"A primeira parada em Porto Alegre foi em um posto de gasolina - o único lugar que aceita Bitcoin. Depois de encher o tanque de combustível, o primeiro pagamento com BTC foi concluído com êxito através do terminal POS marca "Digital Money". Os trabalhadores do posto de gasolina disseram que muitas pessoas estão pagando com bitcoin", revelou.

Não deu... Pedágio não aceita Bitcoin

No Brasil, como a maioria dos países, as rodovias exigem pedágio. Quando chegaram ao pedágio, Carol e Kaká enfrentaram seu primeiro desafio real: o pedágio aceita apenas dinheiro, nem mesmo cartões de crédito. Elas chegaram a conversar com o atendente para tentar pagar com criptomoeda, mas infelizmente não foi possível e tiveram que pagar em real.

Chegada em Florianópolis

Após uma longa viagem, chegaram a Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, no sul do Brasil. A cidade é conhecida por suas belas praias e também é um dos principais centros de inovação e tecnologia do Brasil, atraindo muitos empreendedores iniciantes no setor de tecnologia. 

As meninas ficaram hospedadas no Hostel Casa Terra, que aceita Bitcoin e tem seu proprietário ávido por criptomoedas. No Hostel, com BTC também é possível reservar aulas de surf, transferências, viagens e muito mais.

Almoço

No almoço, elas foram para um local chamado Mercadoteca, porque havia dois restaurantes que aceitam criptomoedas, um dos quais era SavasArmazém. Pedro, um trabalhador do  SavasArmazém, disse a elas que aceitar criptomoedas é uma inovação, porque muitas empresas de tecnologia estão localizadas aqui. Neste restaurante, eles almoçaram com amigos de entusiastas de criptomoedas locais.

Usando Bitcoin para fazer compras

Florianópolis possui um shopping chamado Multi Open Shopping. Lá, mais de 80% das lojas aceitam pagamentos em Bitcoin. Não apenas para mercadorias da loja, você também pode usar criptomoedas para pagar taxas de serviço, cinemas, alimentos e muito mais em shopping centers. Aqui, eles pagam na loja usando criptomoeda por meio de um terminal POS fornecido pela Bancryp.

À noite, as meninas foram até um bar e usaram um cartão da Alterbank que permite depósitos de Bitcoin e funciona em qualquer terminal com a bandeira Visa. Com esse cartão elas podem usar o bitcoin para pagar em mercados de rua e restaurantes, mesmo que a loja não possua nenhuma máquina POS que aceita criptomoedas diretamente. 

Voltando para casa

Após a viagem, no caminho de volta, eles fizeram seu último pagamento em criptomoeda, enchendo o carro com gasolina. Os postos de gasolina Galo ainda aceitam pagamentos por criptomoeda por meio de terminais POS fornecidos pelo Bancrypto.

 Conclusão

"Poucos lugares aceitando, a gente fica com poucas opções de consumo. Muitas vezes até no próprio estabelecimento que aceita cripto os funcionários não estão acostumados a fazer a transação então fica um pouco truncado. Além disso, próprios entusiastas acham difícil e acham que não é possível.  Outra dificuldade é todo o planejamento e mapeamento dos lugares que aceitam cripto e mesmo assim é preciso confirmar no local. É muito frequente a gente olhar na internet que tal lugar aceita criptomoedas e chegando lá por diversos motivos o estabelecimento não aceita mais. Então além de mapear entramos em contato com todos os lugares para ver se quais são realmente cripto-friendly", concluiu Carol.

"(Essas empresas) estão tentando ampliar o leque de possibilidade para vender para um público diferente, os entusiastas, a galera ligada em tecnologia, os early adopters. Mas se esse público não usa criptos nesses estabelecimentos para pagar coisas no dia a dia, esses comerciantes se desestimulam e acabam desistindo de aceitar. É isso que temos visto por onde passamos. A própria comunidade não estimula e os lugares desistem de aceitar, pois não há procura", concluiu Kaká Furlan

Como noticiou o Cointelegraph, uma feira de produtos orgânicos de Florianópolis passou a aceitar Bitcoin como forma de pagamento por meio de uma parceria com a Bancryp. Segundo informações do Brancryp, quatorze produtores locais receberam pagamentos com pulseiras, carteiras digitais ou através do cartão do banco de criptomoedas.

A iniciativa faz parte do plano de tornar a tecnologia de criptomoedas acessível a pessoas comuns, mostrando como é simples adquirir, aceitar e utilizar Bitcoins como uma forma de pagamento. 

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