Brasil é o segundo país favorito dos fraudadores digitais, aponta pesquisa

De acordo com o relatório The Fraud Beat 2019, elaborado pela Cyxtera, o número total de ataques de phishing cresceu 28% neste ano - só a empresa detectou um aumento de 25% em e-mails do gênero em 2019, conforme comunicado de imprensa compartilhado com o Cointelegraph em 29 de novembro.

O Brasil aparece no levantamento como o segundo país favorito dos fraudadores, perdendo apenas para os Estados Unidos, onde as campanhas lançadas originam dez vezes mais ataques do tipo.

Ataques de phishing podem instalar malwares quando acessados e infectar computadores e celulares com arquivos maliciosos que podem executar inúmeras funções, desde mineração de criptomoedas, roubo de dados e até a troca de endereços de destino em carteiras de Bitcoin.

De acordo com o estudo o e-mail é o principal vetor das investidas de phishing. No primeiro trimestre deste ano, foram detectados 180.768 sites de phishing e 112.393 relatos de phishing associados a e-mails.

A pesquisa apontou ainda que os incidentes com ransomware - software malicioso que infecta o computador e exige pagamento em Bitcoin para o retorno do sistema -  aumentaram 500% em 2018. A previsão é de que, até o final de 2019, ocorra um ataque de ransomware a cada 14 segundos, resultando em perdas anuais de US$ 11,5 bilhões.

“Estratégias antiquadas podem até ser capazes de aguentar os ataques cibernéticos mais modernos, mas, sem entender o cenário atual de ameaças, não é possível avaliar a resiliência das soluções de proteção implementadas. chave para uma segurança efetiva está justamente em compreender profundamente o ambiente de fraude. Somente assim as organizações podem fazer investimentos inteligentes, otimizar pontos fortes e corrigir vulnerabilidades em suas defesas”, indica David Lopez, vice-presidente da Cyxtera para América Latina.

Como noticiou o Cointelegraph, roubos de criptomoedas foram responsáveis por US$ 4,4 bilhões em perdas, contra US$ 1,7 bilhão no ano anterior. Dois golpes específicos, o esquema PlusToken (US$ 2,9 bilhões) e o fiasco da exchange de criptomoedas QuadrigaCX (US$ 195 milhões) foram responsáveis pela grande maioria das perdas.

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