Decisão de Bolsonaro pode colocar fim em um dos projetos de blockchain do BNDES

A decisão do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, de acabar com o Fundo Amazônia, pode encerrar um dos projetos em blockchain do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o True Budget, de acordo com reportagem publicada pelo portal G1, em 04 de julho.

Segundo a reportagem o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e embaixadores de Noruega e Alemanha admitiram a possibilidade de que o Fundo Amazônia seja extinto. Mantido com doações dos governos dos dois países, o fundo foi criado em 2008 e em 2018, por meio de uma parceria entre o BNDES e o KFW, banco de desenvolvimento alemão, foi adotada uma plataforma em blockchain com a finalidade de trazer mais transparência aos recursos usados no Fundo.

Bolsonaro, ja publicou um decreto no dia 28 de junho no qual extinguiu centenas de órgãos colegiados ligados à administração pública, entre eles, o Conselho do Fundo Amazônia, que era responsável pela gestão do fundo e, portanto, pela operação da plataforma em blockchain.

Como os recursos do Fundo Amazônia não veem somento do Brasil, embaixadores tem dito que irão pressionar o governo pela revisão da decisão e pela continuidade do projeto, entrentanto, um dos temas da campanha do presidente foi justamente o 'não ambientalismo' alegando principalmente que as reservas de nióbio da Amzônia tem que ser exploradas e que a preservação ambiental impedia o desenvolvimento do agronegócio no Braisl.

Recentemente, Bolsonaro declarou que procurará o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, com a finalidade de montar uma parceria para explorar os recursos da Amazônia.

"Quem sabe um acordo para que eles possam em parceria explorarmos a biodiversidade na região amazônica", declarou.

Como reportou o Cointelegraph, representantes do Governo Federal do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina estão reunidos na sede regional do Serpro em Porto Alegre para um "brainstrom" sobre o bConnect, plataforma em blockchain que ligará o comércio exterior do países, conforme publicação oficial do Serpro, feita no dia 04 de julho.