O preço do Bitcoin (BTC) continua a bater recordes no Brasil logo após ser cotado em R$ 100 mil pela primeira vez na história. E para o diretor do Mercado Bitcoin, Fabrício Tota, essa valorização da criptomoeda deve permanecer, faltando assim pouco tempo para a cotação atingir R$ 120 mil.
Desse modo, de acordo com a previsão do executivo o preço do Bitcoin deverá se aproximar de R$ 120 mil ainda no primeiro trimestre de 2021. Ou seja, em até quatro meses a criptomoeda seria negociada nesta cotação, segundo Tota.
Por outro lado, o diretor do Mercado Bitcoin destaca que antes disso o preço do Bitcoin precisa de romper a marca de R$ 110 mil pela primeira vez. Nesse caso, Fabrício Tota acredita que falta pouco mais de um mês para a criptomoeda acumular mais 10% de valorização.
Mercado Bitcoin aposta em valorização
A exchange Mercado Bitcoin está negociando BTCs acima de R$ 100 mil depois que a criptomoeda ultrapassou seis dígitos pela primeira vez no Brasil. Logo após esse patamar ser rompido, o próximo passo do Bitcoin pode ser chegar em R$ 110 mil.
Para Fabrício Tota, não falta muito tempo para o Bitcoin ultrapassar essa marca. Considerando o valor atual da criptomoeda por volta de R$ 100 mil atualmente, o BTC precisaria de acumular apenas 10% de valorização.
No entanto, embora o diretor do Mercado Bitcoin destaca que “ainda é cedo para qualquer previsão”, ele acredita que o BTC deverá atingir R$ 110 mil até o final de 2020, ou seja, em cerca de seis semanas.
“Ainda é cedo para qualquer previsão. O Bitcoin acumula uma alta de quase 50% nos últimos 30 dias, em um movimento praticamente sem nenhuma retração, sem nenhuma realização. Isso traz volatilidade. Já trouxe, em termos práticos, mas por enquanto só estamos vendo o lado bom: preços subindo muito rapidamente.
Se houver uma forte correção no curto prazo, é absolutamente natural. Mas indo direto ao ponto, acredito que fecharemos 2020 acima dos R$ 110 mil.”
BTC em R$ 120 mil para 2021
No Brasil, o preço do Bitcoin vivencia uma onda de valorização que está relacionada a criptomoeda e ao dólar estadunidense. Dessa forma, a desvalorização do real brasileiro também impulsiona o preço do Bitcoin no mercado, que pode atingir R$ 120 mil.
Sendo assim, oscilações no dólar são refletidas diretamente no preço do Bitcoin em reais. Fabrício Tota destaca que recentemente o dólar caiu 7%, e uma recuperação da moeda fiduciária dos Estados Unidos pode fazer a cotação do BTC aumentar no Brasil.
Ao falar sobre o dólar, o diretor do Mercado Bitcoin fala que é preciso de 20% de valorização acumulada para a criptomoeda ultrapassar a quantia de R$ 120 mil. Considerando este valor, Tota aponta que até março de 2021 o preço do BTC estará mais caro.
“Para chegar lá (R$ 120 mil) precisamos de uma alta de poucos mais de 20%. Os dois vetores são o próprio Bitcoin, cotado em dólar, e ainda o efeito do câmbio. Em poucas semanas o dólar caiu mais de 7%. Voltar ao patamar anterior não seria nada absurdo, o que torna o número ainda mais factível para o primeiro trimestre de 2021, por exemplo.”
Preço do Bitcoin
Em 2020 o preço do Bitcoin já acumulou mais de 160% de valorização, sendo considerado um dos ativos com o maior retorno financeiro do ano. Para o diretor do Mercado Bitcoin, Fabrício Tota, a “consolidação” da criptomoeda será uma das estratégias do Bitcoin em 2021.
Valor do Bitcoin neste sábado (21) (Reprodução/CoinMarketCap)
Assim, o Bitcoin como alternativa à inflação pode fazer o preço da criptomoeda atingir novos recordes em 2021, segundo Tota. O executivo diz que acontecerá “maior adesão” de investidores, tanto institucionais como de pessoas físicas.
“A consolidação como ativo descorrelacionado e alternativa para proteção contra inflação dos ativos, resultando em maior adesão tanto para os investidores pessoa física quanto para empresas.”
Por fim, enquanto o Bitcoin não atinge R$ 120 mil, a criptomoeda mantém a cotação acima de R$ 100 mil no mercado. No total, o preço do BTC acumulou 19% de aumento nos últimos sete dias.
De acordo com o CoinMarketCap o preço do BTC teve um ligeiro aumento de 0,84% nas últimas horas, sendo cotado em R$ 100.725 na tarde deste sábado (21).
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