Resumo da notícia
BTC reage 1,8%, mas permanece travado entre US$ 85 mil e US$ 95 mil.
Analistas destacam fortalecimento técnico e risco crítico abaixo de US$ 75 mil.
PINPIN, HYPE e Canton lideram altas; River e Kaia registram quedas.
9h15
Paulo Aragão (Economista e Host do Podcast Giro Bitcoin)
O Bitcoin voltou a se aproximar da região dos US$ 90.000, após mais uma rodada de testes na faixa dos US$ 87.000. O movimento reforça a expectativa de que o mercado esteja passando por um processo clássico de acumulação em meio ao medo e à incerteza, preparando o terreno para uma próxima pernada de alta ao longo de 2026.
O dólar americano continua enfraquecendo e já opera em mínimas de vários anos, mas os investidores seguem cautelosos. Apesar da queda recente, vale lembrar que o dólar ainda está bem acima dos níveis onde historicamente costuma encontrar fundo, o que indica que esse movimento pode se estender.
No curto prazo, o ponto central é a capacidade do Bitcoin de atravessar os próximos eventos de risco, como decisões do Federal Reserve, dados de inflação, resultados corporativos e até a possibilidade de uma nova paralisação do governo americano, sem perder o suporte entre US$ 87.000 e US$ 86.000. Historicamente, a maioria das reuniões do Fed foi seguida por correções no mercado cripto, o que reforça a necessidade de cautela.
Em termos práticos, o Bitcoin precisa demonstrar força acima dos US$ 89.500 para indicar intenção de buscar novamente a região dos US$ 93.000. Um fechamento semanal acima desse nível mudaria significativamente o cenário, abrindo espaço para uma retomada mais consistente e adiando as apostas mais pessimistas.
Por enquanto, a defesa dos suportes vem sendo eficiente, o que mantém viva a leitura de que o pior pode ter ficado para trás. No entanto, quedas sustentadas abaixo dos US$ 86.000 voltariam a aumentar a pressão vendedora. Os próximos dias serão decisivos para definir se o mercado está apenas absorvendo oferta ou se ainda precisa de mais tempo antes de um movimento mais forte.
8h15
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quarta-feira, 28/01/2026, está cotado em R$ 462.955,43. Os touros conseguiram uma leve recuperação de 1,8% no preço do BTC que registra uma alta irradiaria. No entanto, apesar da leve valorização a criptomoeda ainda continua seu movimento lateral preso na resistência de US$ 95 mil e no suporte de US$ 85 mil.

Bitcoin análise macroeconômica
André Franco, CEO da Boost Research, destaca que os mercados globais mostraram forte movimento após o dólar americano cair para níveis mínimos de vários anos, motivado pelo ceticismo dos investidores diante da resposta fraca do Federal Reserve e pelo comentário do presidente Donald Trump sugerindo indiferença à perda de valor da moeda.
Além disso, a desvalorização do dólar impulsionou moedas como o euro e o dólar australiano, e elevou fortemente os preços de commodities, com ouro rompendo recordes e o petróleo avançando acima de médias relevantes. Apesar do rali em ativos de risco como ações, o Bitcoin ficou continuou abaixo dos US$ 90.000, sendo cotado atualmente em US$88.700.
De acordo com ele, apesar disso, a expectativa de curto prazo para o ativo é neutra a levemente positiva. A fraqueza acentuada do dólar e o ambiente de liquidez associado podem criar um pano de fundo favorável para ativos de risco e cripto, oferecendo suporte ao BTC.
No entanto, a incapacidade do Bitcoin de acompanhar os recordes de preços em ações e commodities sugere que a dinâmica de liquidez ainda favorece movimentos em ativos menos voláteis ou considerados portos‑seguros, como ouro, o que pode limitar o avanço expressivo do BTC no curtíssimo prazo. Assim, espera‑se que o Bitcoin consolide seus níveis atuais com possibilidade de leves subidas técnicas, desde que o sentimento global de risco continue benigno.”, disse.
Bitcoin análise técnica
O analista Manish Chhetri aponta que caso o nível de US$ 87.787 continue a servir como suporte, o BTC poderá estender a alta em direção ao limite superior do padrão horizontal em US$ 90.000.
O Índice de Força Relativa (IFR) no gráfico diário está em 45, apontando para cima em direção ao nível neutro de 50, indicando um enfraquecimento do ímpeto de baixa. Para que a recuperação seja sustentada, o IFR precisa ultrapassar o nível neutro. Além disso, as linhas de Convergência/Divergência de Médias Móveis (MACD) estão convergindo, com os níveis vermelhos do histograma abaixo da linha zero, o que reforça ainda mais a tese de recuperação.

Por outro lado, segundo ele, se o BTC fechar abaixo do suporte de US$ 87.787 diariamente, poderá estender a queda em direção ao limite de consolidação inferior em US$ 85.569, que coincide com o nível de retração de Fibonacci de 78,6%.
Já Mike Ermolaev, analista e fundador da OutsetPR, aponta que o Bitcoin e os ETFs à vista estão se movendo em total sintonia, e apenas uma linha separa uma correção forte de uma fase de baixa mais profunda.
Ele cita dados da CryptoQuant, para mostrar que os ETFs de BTC já acumulam mais de US$ 66,4 bilhões em entradas, enquanto o drawdown a partir da máxima histórica chega a US$ 62,1 mil. O preço realizado desses ETFs, que reflete o custo médio de compra, gira em torno de US$ 75 mil, ao passo que o preço à vista do BTC permanece próximo de US$ 89 mil.
Esses números mostram que, entre 2024 e 2025, o mercado registrou uma acumulação constante via ETFs, com o preço subindo na mesma direção dos fluxos de entrada. Depois da máxima histórica, porém, os aportes desaceleraram enquanto o preço continuou caindo, revelando um esfriamento claro da demanda.
De acordo com ele, o risco central aparece justamente na perda da região de US$ 75 mil, que representa o custo médio dos compradores institucionais via ETF. Se o mercado cair abaixo desse nível, muitos desses investidores passam a operar no prejuízo, o que pode intensificar a pressão de venda e acelerar uma transição para um cenário de baixa.
Para agora, o suporte crítico está nos US$ 75 mil, enquanto a resistência mais importante segue perto dos US$ 100 mil. Em resumo, acima de US$ 75 mil, o movimento atual parece apenas uma correção mais incômoda. Abaixo de US$ 75 mil, o risco de uma fase de baixa mais profunda aumenta de forma expressiva.”

Portanto, o preço do Bitcoin em 28 de janeiro de 2026 é de R$ 462.955,43. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0019 BTC e R$ 1 compram 0,0000019 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 28 de janeiro de 2026, são: Pinpin (PINPIN), Hyperliquid (HYPE), Canton (CC), com altas de 57%, 25% e 14%, respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 28 de janeiro de 2026, são: River (RIVER), Kaia (KAIA) e Morpho (MORPHO), com quedas de -7%, -4% e -1% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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