Resumo da notícia
Bitcoin segura US$ 93 mil e enfrenta forte resistência técnica.
Ethereum rompe US$ 3.200 com impulso do upgrade Fusaka.
Reservas de BTC nas exchanges caem ao menor nível desde 2017.
10h30
Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil
O Bitcoin mantém-se acima dos US$ 93.000, mostrando sinais de recuperação e reduzindo a distância para a marca psicológica dos US$ 100.000. No gráfico diário, o MACD segue com sinal de compra desde 26 de novembro, indicando que a pressão vendedora começa a perder força.
O RSI, por sua vez, caminha para fechar acima da linha neutra, reforçando a perspectiva de curto prazo mais positiva.
Outro fator que ajuda no sentimento é o avanço do Fear and Greed Index, que subiu para 27/100, deixando a zona de “medo extremo” e mostrando uma leve retomada de confiança entre os investidores.
Apesar de o BTC operar em torno de US$ 93.500, o mercado ainda observa a resistência crítica em US$ 98.500: superar esse nível seria essencial para reverter a tendência de queda que já dura semanas.
10h20
Paulo Aragão - Host Podcast Giro Bitcoin
O Bitcoin tenta se sustentar perto dos US$ 93 mil, mas o movimento de recuperação já começa a perder força em uma região importante de resistência. O mercado segue em compasso de espera por sinais mais claros vindos da economia americana.
O relatório de empregos do setor privado (ADP) veio negativo e reforçou a percepção de que o Federal Reserve deve cortar juros já na próxima semana. Ao mesmo tempo, o dólar até tentou se fortalecer, mas sem grande convicção. Isso mostra que o mercado ainda não decidiu se abandona de vez o dólar ou se prefere aguardar a decisão do Fed e os dados de inflação.
Outro ponto curioso é que ouro e prata tiveram chance de disparar contra o dólar, mas não aproveitaram. Isso sugere que ainda não é o momento de uma fuga generalizada do dólar, o que também limita uma alta mais agressiva do Bitcoin agora.
Tecnicamente, o Bitcoin voltou a encarar uma região onde, na semana passada, sofreu uma forte rejeição e caiu mais de US$ 10 mil. Se conseguir fechar acima dessa zona, o caminho fica aberto para buscar algo entre US$ 98 mil e US$ 100 mil. Caso contrário, cresce o risco de nova realização.
No curto prazo, o mercado de derivativos indica que podemos ver um novo teste da região de US$ 92 mil, para depois tentar outra investida para cima. Ao mesmo tempo, o excesso de posições compradas aumenta a chance de um respiro antes de qualquer nova alta mais consistente.
9h10
Marco Aurélio Camargo, CIO da Vault Capital
O rompimento acima dos 88k, com um candle cheio, sem sombras, foi exatamente o tipo de movimento que confirma força real,e esse impulso veio logo após a Vanguard anunciar que disponibilizará ETFs de BTC para seus clientes. Um marco importante para a adoção institucional.
No dia seguinte, o ativo consolidou essa força: fechou praticamente cravado na região de 93.500 (93.498), que era exatamente uma das estruturas que mapeamos.
Esses níveis — 88k–86k, 93.500, 95k — estão funcionando como zonas claras de oferta e demanda, o que é saudável e coerente com a construção da tendência.
Se o fluxo comprador continuar firme, o próximo passo natural é testar a região dos 95k. Acima disso, o mercado abre espaço para mirar o cluster seguinte em 98k–100k.
Antes dessa região de 88k, o suporte imediato está em 91.400.
A perda desse nível colocaria o preço novamente dentro da “zona cinzentaˮ dos 88k, o que não é ideal, pois nos devolve para a região onde compradores e vendedores travaram sua batalha mais sensível. O cenário ideal para hoje é simples:
lateralização saudável acima de 91.400, ou avanço direto rumo aos 95k, seguido de fechamento consistente acima dos 95k, o que pavimentaria o caminho para uma pernada mais forte. Para engatar essa pernada, não basta o alívio dos ETFs, precisamos ver entrada de capital constante, mostrando convicção e continuidade.
Os ETFs trouxeram a maior entrada de capital em quase dois meses: US$ 1,1 bilhão em fluxos positivos.
E o dado mais relevante: US$ 1,9 bilhão saíram de ETFs short de Bitcoin. Ou seja: a aposta contra o mercado está sendo desmontada.
Isso é exatamente o tipo de reposicionamento institucional que costuma antecipar momentos de recuperação. A narrativa macro está convergindo para o cenário que mencionamos semanas atrás.
Ontem, o ADP veio muito abaixo do esperado: 32.000 empregos, contra +10.000 projetados, pior leitura desde março de 2023.
Isso reforça a ênfase do Fed no mercado de trabalho, e aumenta ainda mais a probabilidade de corte na próxima reunião. Hoje, o mercado precifica 89,2% de chance de corte.
Se esse corte não vier, certamente veremos uma forte quebra de expectativa. Mas, pelos dados, estamos caminhando justamente para isso: uma virada de política monetária.Esse pano de fundo é extremamente favorável para ativos de risco, especialmente cripto.
O medo extremo não tomou apenas o varejo. Vimos uma venda pesada do grupo de retail holders de 10 a 100 BTC, sinalizando pânico genuíno de investidores intermediários.
Quem absorveu essa liquidez?
As grandes baleias, que acumularam mais de 90.000 BTC durante a queda. Esse tipo de comportamento raramente acontece “por acasoˮ.
É a clássica transferência de oferta dos apavorados para as mãos mais fortes do mercado, exatamente como vimos em outros fundos locais ao longo do ciclo.
O Bitcoin está reconstruindo sua estrutura com consistência. A combinação de: rompimento limpo acima de 88k
fechamento sólido em 93.500
fluxo institucional forte
macro cada vez mais favorável
baleias acumulando pesado
varejo vendeu no medo
forma um cenário claro de retomada, se o preço confirmar acima de 95k. Nos próximos dias, a leitura é direta:
Acima de 95k → retomamos 98k–100k. Abaixo de 91.400 revisitamos 88k.
Depois de semanas de pânico, o mercado começa a mostrar que o movimento inteiro foi, na verdade, uma das grandes oportunidades atual. E é assim que ciclos são construídos: na dor, nunca no conforto.
7h50
Timothy Misir, analista da BRN
Do lado do Bitcoin, os sinais são positivos. A queda contínua do saldo em exchanges confirma a migração de oferta para armazenamento de longo prazo. O crescimento do “realized cap”, atualmente em US$ 8,69 bilhões por mês, mostra entrada de capital novo, mesmo que abaixo do pico registrado em meados de 2025. A combinação reforça a tese de aperto estrutural na oferta em médio prazo.
Contudo, o mercado ainda avalia riscos importantes. Entre eles, a possibilidade de uma nova sequência de saídas nos ETFs de Bitcoin, algo que poderia comprometer a tentativa de avanço acima dos preços atuais. Outro ponto de atenção é o comportamento dos mineradores, que podem aumentar vendas se o BTC permanecer preso abaixo da resistência central. Eventos macroeconômicos inesperados também podem alterar o ambiente de liquidez, hoje um dos fatores que sustentam a recuperação.
A faixa entre US$ 93 mil e US$ 96 mil segue carregada de ordens de venda, e uma rejeição mais forte nesse ponto pode inverter o sentimento rapidamente. Por outro lado, superar a região entre US$ 96 mil e US$ 106 mil recolocaria o mercado em um regime de alta mais clara, segundo analistas.
Por enquanto, o quadro geral indica estabilidade e melhora interna. O Ethereum se beneficia de forças estruturais reais, enquanto o Bitcoin apresenta um perfil de oferta cada vez mais apertado. Mesmo assim, o avanço depende de um rompimento decisivo. Até lá, especialistas recomendam cautela, foco em acumulação seletiva e acompanhamento próximo dos fluxos institucionais.
7h30
O preço do Bitcoin (BTC), na manhã desta quinta-feira, 04/12/2025, está cotado em R$ 495.854,32. Os touros estão conseguindo manter o BTC acima de US$ 90 mil, nível fundamental para impulsionar uma recuperação em dezembro.
Bitcoin cenário macroeconômico
André Franco, CEO da Boost Research, afirma que os mercados asiáticos apresentaram desempenho misto nesta quinta-feira com o índice japonês subindo ~0,8%, enquanto o índice mais amplo da Ásia‑Pacífico (ex‑Japão) recuou ~0,1%, pressionado por quedas em mercados como Coreia e Nova Zelândia.
Segundo ele, a fraqueza inesperada dos dados econômicos dos EUA elevou as apostas de um corte de juros por Federal Reserve (Fed) na próxima reunião, onde as expectativas para o corte se mantêm elevadas. O dólar, por sua vez, atingiu mínimas em cinco semanas, enquanto os rendimentos de Treasuries de 10 anos permaneceram estáveis, o que sustenta o apetite por ativos de risco.
Com esse cenário macro, o Bitcoin se beneficiou subindo para cerca de US$ 93.500. A expectativa para o curto prazo tende a ser positiva. A fraqueza do dólar e a perspectiva de juros mais baixos reduzem o custo de oportunidade de ativos de risco e aumentam o apelo por cripto, ajudando a sustentar o recente repique. Com o BTC acima de US$ 90 mil e o clima global mais favorável, há espaço para consolidação ou até busca de resistências próximas. Contudo, sem um catalisador macro‑fundamental extra (como corte efetivo de juros ou fluxo institucional relevante para cripto), o movimento de alta provavelmente será gradual, e o BTC pode oscilar com volatilidade moderada.
Bitcoin análise técnica
De acordo com uma análise da Econometrics, o que fez o Bitcoin cair mais do que qualquer outro ativo importante em novembro foi um ciclo de liquidação. O preço caiu, o que desencadeou saídas de capital de ETFs, e essas saídas pressionaram o preço ainda mais para baixo. Uma vez que esse tipo de ciclo de feedback se inicia, geralmente não para até que os fluxos se estabilizem.
A boa notícia é que esse forte pico de saídas de capital chegou ao fim. Os fluxos se estabilizaram em um patamar neutro. Isso não significa que a demanda por ETFs tenha retornado, mas sim que a fase de vendas forçadas terminou por ora.
De acordo com a análise, Historicamente, o regime neutro não é onde as recuperações costumam começar. Os retornos não têm uma tendência direcional nesse regime, então você não deve interpretar isso como um sinal de alta. O que isso nos diz, em vez disso, é que o ciclo de liquidação foi interrompido.
Isso ainda é um progresso. Quanto mais tempo conseguirmos ficar fora do regime de fortes saídas de capital, melhor para a estabilidade de preços. Mas o Bitcoin ainda não está fora da zona de perigo.

Bitcoin se estabiliza com a recuperação do Nasdaq
A mudança nos fluxos de ETFs que discutimos acima ajudou o Bitcoin a apresentar uma pequena recuperação. Mas esse ponto de virada não aconteceu isoladamente. O Bitcoin e o Nasdaq 100 estão no mesmo ambiente de aversão ao risco desde o final de outubro, e ambos os ativos tendem a se mover juntos quando o sentimento macroeconômico oscila.
Segundo a empresa, como o Bitcoin se encontra mais distante na curva de risco e passou por um ciclo de liquidação, esse ritmo não é saudável. A sequência ainda consiste em máximas e mínimas cada vez mais baixas. Mas evita o pior cenário possível: uma queda do Nasdaq superior a 8%, o que é incomum o suficiente para sinalizar um estresse macroeconômico real. Se isso tivesse acontecido, a queda do Bitcoin poderia ter se intensificado rapidamente.
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Portanto, isso não significa que os problemas do Bitcoin ficaram para trás. Mas é um momento de alívio, e por enquanto o cenário macroeconômico não está gerando novas pressões.

Portanto, o preço do Bitcoin em 04 de dezembro de 2025 é de R$ 495.854,32. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0020 BTC e R$ 1 compram 0,0000020 BTC.
As criptomoedas que estão registrando as maiores altas no dia 04 de dezembro de 2025, são: Telcoin (TEL), Bittensor (TAO) e Kucoin (KCS), com altas de 9%, 8% e 6% respectivamente.
As criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 04 de dezembro de 2025, são: Flare (FLR), Canton (CC) e Hedera (HBAR), com quedas de -4%, -3% e -2% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.
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