A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta sexta-feira, 11/10/204, em R$ 335.768,02. Os touros enfrentam dificuldades para elevar o preço do BTC e lutam para manter o suporte de US$ 60 mil em meio a sinais mistos da economia americana e a proximidade das eleições.

Beto Fernandes, analista da Foxbit, destaca que mesmo que os dados do CPI tenham mostrado uma estabilidade, eles vieram ligeiramente acima do esperado pelos analistas. Ao mesmo tempo, os pedidos de seguro-desemprego voltaram a crescer, mesmo com um payroll mostrando aceleração do mercado de trabalho.

"Essa convergência trouxe muitas incertezas para os investidores que corrigiram tanto as ações norte-americanas, quanto o Bitcoin, que voltou a operar abaixo dos US$ 60 mil. Se a gente somar esses dados às projeções de cortes menos agressivos nos juros pelo FED, o mercado pode tender a esperar algum movimento mais claro para tomar uma decisão de tendência de preços", disse.

Ele também aponta que neste processo corretivo, vimos ainda a liquidação de US$ 251 milhões em contratos futuros, sendo a grande maioria de posições de compra. Apesar de ser um valor relativamente expressivo, ele ainda está longe de um mercado extremamente alavancado, o que pode apoiar um movimento de compra do mergulho.

"Em contrapartida, eventos externos podem pressionar a criptomoeda, como a possibilidade de o governo dos Estados Unidos vender mais de 69 mil BTCs apreendidos no mercado da Silk Road, em 2013.  Este, sim, teria um impacto mais agressivo no preço do ativo. Porém, esta não parece ser uma possibilidade de curto prazo, já que as instâncias legais ainda devem passar por mais etapas. Mesmo assim, deixa o investidor mais atento para este tipo de fato", finaliza.

Apesar da queda,  as grandes baleias do mercado continuam comprando na baixa. Segundo dados da plataforma de análise onchain CryptoQuant, divulgados por Axel Adler Jr. no dia 11 de outubro, essas baleias acumularam cerca de 1,5 milhão de Bitcoins nos últimos seis meses, reforçando sua posição no mercado.

As baleias, que são investidores que possuem grandes quantidades de BTC (geralmente mais de 1.000 Bitcoins), não hesitaram em aumentar suas posições, especialmente após o pico histórico alcançado em março deste ano. Analisando carteiras que não pertencem a mineradores ou exchanges centralizadas, Adler destacou que a acumulação por essas grandes entidades se manteve consistente, mesmo diante da recente fraqueza do preço do Bitcoin.

“Nos últimos seis meses, as baleias acumularam 1,5 milhão de BTC. Não há muito o que discutir aqui”, afirmou Adler. Embora algumas baleias menores — com menos de 1.000 BTC — tenham vendido durante o mesmo período, as grandes baleias aproveitaram essas vendas para aumentar suas reservas.

Enquanto as baleias continuam a acumular, outros investidores, especialmente os especuladores de curto prazo, têm vendido suas moedas com prejuízo. Esses detentores de curto prazo, conhecidos como STHs (Short-Term Holders), são conhecidos por reagirem rapidamente às flutuações de preço, muitas vezes liquidando suas posições em momentos de volatilidade.

Em um gráfico compartilhado por Adler, fica claro que essas vendas com prejuízo têm sido uma fonte de liquidez para as baleias, que aproveitam para comprar as moedas em queda. Nas últimas 24 horas, por exemplo, 24,1 mil BTC foram vendidos com prejuízo em exchanges, reforçando a tese de que as baleias estão “se alimentando” dessas moedas.

Outro colaborador da CryptoQuant, DarkFost, destacou que o acúmulo de baleias na faixa de preço entre US$ 54.000 e US$ 68.000 foi “significativo” e pode preceder um movimento de alta no valor do Bitcoin. “Novas baleias estão entrando no jogo e acumulando fortemente, enquanto as baleias existentes também estão aumentando suas posições”, afirmou ele.

O aumento nos saldos das baleias indica que um movimento ascendente potencial pode estar no horizonte, seja no médio ou longo prazo. Isso reforça a expectativa de que, apesar da queda recente no preço, o Bitcoin pode experimentar uma recuperação nos próximos meses, impulsionado pela demanda desses grandes investidores.

Já Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget, destaca que o MVRV Ratio é uma métrica que compara a capitalização de mercado (Market Value) de um ativo com a sua capitalização realizada (Realized Value).  A capitalização de mercado é calculada multiplicando o preço atual do Bitcoin pelo número total de moedas em circulação.

"Atualmente o MVRV está buscando a zona de realização histórica de prejuízo dos traders, essa é uma região que costuma entregar altas de curto prazo. Podemos ver leves altas nesse final de semana", disse.

Portanto, o preço do Bitcoin em 11 de outubro de 2024 é de R$ 335.768,02. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 11 de outubro de 2024, são: dogwithat (WIF), Popcat (POPCAT), e Mantra (OM), com altas de 12%, 11% e 8% respectivamente.

Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 11 de outubro de 2024, são: Fantom (FTM), Helium (HNT) e Fasttoken (FTN) com quedas de -4%, -3% e -1% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão