A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta segunda-feira, 15/04/204, em R$ 338.845,76. Após o crash de mais de 10% no final de semana, os touros estão tentando recuperar novamente o preço do BTC e com isso impulsionar o último suspiro de alta antes do halving.
Neil Roarty, analista da Stocklytics, destaca que mesmo para os padrões do Bitcoin, foi um fim de semana volátil e que mostrou que a criptomoeda mais popular do mundo não está isolada de choques geopolíticos. O ataque de drones e mísseis do Irã a Israel fez com que o BTC caísse para menos de US$ 62.000 – perdendo quase 8% de seu valor em questão de minutos – à medida que aumentavam os temores de uma escalada.
“Embora alguns considerem o Bitcoin um porto seguro, a queda acentuada face à incerteza política é um lembrete de que a sua sorte está agora cada vez mais ligada ao sistema financeiro mais amplo. Mais encorajador para os touros, o Bitcoin conseguiu recuperar a maior parte das perdas de sábado à noite, após apelos globais para uma desescalada", disse.
Segundo ele, há também outros motivos para estar alegre. Talvez o mais significativo entre estes seja a expectativa de que Hong Kong siga o exemplo dos EUA, aprovando um ETF Bitcoin, potencialmente ainda esta semana. Isso poderia adicionar uma demanda adicional significativa pela criptomoeda em um futuro muito próximo.
Taiamã Demaman, líder de reasearch da Coinext, aponta que o mercado de criptoativos está na expectativa do Halving, previsto para ocorrer em até 10 dias, dependendo do poder de hash da rede e, nessa tensão pré-evento, desde 25 de outubro de 2023, após o preço do BTC superar os US$ 30 mil, a quantidade de Bitcoin mantida por mineradores diminuiu em mais de 30 mil BTC.
Contudo, ele aponta que em termos monetários, o valor desses ativos oscilou de US$ 63 bilhões para US$ 126 bilhões ao longo desse período.
"É possível notar, através de análises gráficas, que após o halving (representado por uma linha vertical vermelha), ocorre uma redução na média de mineração. Nesse contexto, o indicador Hash Ribbon, que utiliza duas médias móveis de 30 e 60 dias, demonstra uma separação devido à queda de curto prazo. Essas médias tendem a convergir novamente em um período médio de 53 dias, sinalizando o fim provável da pressão vendedora por parte dos mineradores.
Além disso, segundo aponta o analista, observa-se que o preço do Bitcoin tende a apresentar retornos superiores nos 365 dias seguintes ao halving, em comparação com os 365 dias que antecedem o evento. Isso significa que, apesar de um aumento de, 113%, o período após o halving geralmente tem um impacto mais significativo no preço do ativo, elevando o valor da moeda para além dos cem mil dólares por unidade.
"O Bitcoin oscila entre US$ 63 mil e US$ 72 mil, com variações menores acima ou abaixo desses valores. Atualmente, consideramos esses dois limites como os principais pontos de suporte e resistência, indicando o fim da fase de consolidação do ativo", disse.
De acordo com análises realizadas semanalmente desde o início de março, Demaman aponta que o objetivo de alta no curto prazo é ultrapassar os US$ 72 mil, acompanhado de um aumento no volume de negociações, visando alcançar marcas subsequentes de US$ 84.368 e US$ 90 mil. O suporte diário, destacado em verde, está em US$ 67 mil, enquanto o suporte semanal, em azul, é de US$ 65 mil.
"Alguns meses atrás, especificamente em meados de fevereiro, notamos que o indicador de medo e ganância alcançou os 75 pontos. Apesar das especulações de que estávamos à beira de uma correção, interpretamos que ainda havia margem para aumento. Atualmente, mantemos essa interpretação, mesmo diante da pressão de mineradores e de um período de flutuações e estagnação que durou cerca de dois meses, tocando em suportes e disparando sinais já mencionados", destacou.
Diante disso, ele aponta que acredita que esses movimentos serão superados para dar prosseguimento à tendência principal de alta no mercado de criptomoedas.
"Novamente, olhando para um período imediato de 3 a 7 dias, parece provável que o BTC continue a variar entre US$ 65 mil e US$ 72 mil dólares, mantendo-se estável até que uma direção de mercado seja definida. Com a entrada de novos participantes no mercado futuro, possivelmente altamente alavancados, espera-se que um novo teste do patamar de US$ 72 mil dólares ocorra em breve", afirma.
Portanto, o preço do Bitcoin em 15 de abril de 2024 é de R$ 338.845,76. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0030 BTC e R$ 1 compram 0,0000030 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 15 de abril de 2024, são: Neo (NEO), Core (CORE) e Ondo (ONDO) com altas de 30%, 24% e 20% respectivamente.
Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 15 de abril de 2024, são: Celestia (TIA), Flare (FLR) e Starknet (STRK) com quedas de -7%, -2% e -1% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.