A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta segunda-feira, 20/03/203, em R$ 148.624,56. Os touros estão no comando novamente, impulsionados pelo resgate dos bancos e pelo anuncio do FED sobre o aumento de liquidez no mercado.

Com isso o preço do BTC já começa a semana com alta de 5%, acima de US$ 28 mil e aguardando a reunião do FED que começa nesta terça, 21.

"O Bitcoin possui duas zonas principais de resistência para ficar de olho durante essa semana, $28500 e $31000. Acredito que uma dessas duas será o topo de curto prazo do BTC antes de uma correção mais agressiva", afirma Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget.

André Franco, especialista do MB Research do Mercado Bitcoin, aponta que o novo patamar dos 28 mil dólares já é o maior do ano e não era visto desde junho de 2022. Com a subida mais forte do Bitcoin, os demais ativos têm ficado para trás e, em consequência, a dominância cresceu.

"É provável que logo tenhamos uma pequena alt season e ativos como o ETH que ficaram para trás fechem esse gap. Nos dados on-chain tivemos um leve acúmulo dos investidores de longo prazo (LTH) de 4 mil bitcoins. No Ethereum vimos quase 50 mil novos ETH travados na Beacon Chain", destaca.

Portanto, o preço do Bitcoin em 20 de março de 2023 é de R$ 148.624,56.

Compradores no comando

Um análise da Bybit aponta que os fatores macroeconômicos devem ser favoráveis ao Bitcoin nesta semana, já que a crise bancária nos EUA acabou fortalecendo as criptomoedas. A empresa destaca que neste domingo, o​​s principais bancos centrais do mundo anunciaram a coordenação para aumentar o fornecimento de liquidez por meio de acordos permanentes de linhas de swap em dólares norte-americanos. 

"Isso quer dizer que os principais bancos centrais do mundo temem uma crise bancária global, além da diminuição da atividade econômica e estão querendo aumentar a liquidez no mercado, mas ao mesmo tempo, tentar conter a inflação. Já vimos no ciclo de alta de 2020-2021 que um aumento de liquidez significa alta para às criptomoedas e ativos de risco e, como já mostraram os touros neste final de semana, esse movimento já começou", aponta.

Portanto, segundo a empresa, ao contrário das semanas anteriores, nas quais havia medo com relação ao desenvolvimento do mercado, esta semana promete ser de alta para o BTC e, de acordo com a Bybit, nada impede que os touros consigam romper a resistência de US$ 30 mil e encontrem um topo semana próximo de US$ 32 - 33 mil ao longo da semana. 

"Com a economia global favorecendo a tese do Bitcoin como reserva de valor, é difícil imaginar um cenário de baixa, porém, se a reunião do FED não vier em linha com o que o mercado espera pode haver um retrocesso para US$ 25 mil, porém, um possível fundo em caso de baixa está em US$ 23 mil.

Ao longo da semana temos níveis-chave a serem observados, sendo o primeiro deles a resistência de US$ 30 mil que, se quebrada, e acreditamos que será, deve impulsionar o BTC até um topo em US$ 32, 33 mil. Já no lado negativo, temos um suporte formado em US$ 25 mil que, se perdido, pode levar a um fundo em US$ 23 mil. 

Deste modo, todas as atenções estão na reunião do FED de terça, mas os mercados aparentemente estão favorecendo alavancagem em Long", finaliza.

O que é Bitcoin?

O que é Bitcoin? O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e a sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimo sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas razoáveis sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e corporações. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, impor taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente). Esse ledger contém todas as transações processadas. Os registros digitais das transações são combinados em "blocos". 

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um ledger público, um erro ou uma tentativa de fraude podem facilmente ser detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A autenticidade de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes às dos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

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Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão