A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta sexta-feira, 21/02/2025, em R$ 563.224,42. Os touros voltaram a elevar o preço do BTC acima de US$ 98 mil, criando uma nova esperança de uma quebra da resistência de US$ 100 mil.

Beto Fernandes, analista da Foxbit, aponta que as máximas históricas de algumas bolsas norte-americanas ontem serviram de apoio para uma subida de preços do Bitcoin. O movimento sugere que os investidores realizaram lucros no topo e migraram para outros ativos, como o BTC, para evitar possíveis esgotamentos de força dentro do S&P.

"A geopolítica também foi um ponto importante para o desempenho hoje. As conversas para o fim da guerra na Ucrânia parecem estar andando bem, com Trump e Putin cada vez mais próximos. Até mesmo o Secretário do Tesouro norte-americano disse que é possível um alívio às sanções russas, caso as negociações sejam positivas. Mesmo com essa poeira ainda alta na visão do mercado, há alguns sinais de que ela pode estar começando a abaixar, facilitando movimentos um pouco mais acentuados", destaca.

O relatório 'Ahead of the Curve' da K33 Research desta semana destaca que volumes, rendimentos, prêmios de opções e fluxos de ETFs atingiram áreas não vistas desde antes da eleição presidencial dos EUA em novembro, com volatilidade em mínimas de vários meses.

O relatório explica ainda que, em 13 de fevereiro, 37% das 100 maiores empresas dos EUA exibiram maior volatilidade de 30 dias do que o BTC, um nível não visto desde outubro de 2023. Conforme evidenciado no gráfico abaixo, tais regimes de volatilidade raramente duram muito, e os traders devem estar prontos para uma mudança repentina de regime. 

"Um sentimento geral de aversão ao risco sugere que os traders estão preparados para a volatilidade negativa, enquanto níveis moderados de alavancagem atualmente apontam para riscos menores de cascatas de liquidação", destaca o analista Manish Chhetri.

Além disso, o analista destaca que o relatório CryptoQuant desta semana explica que a demanda por Bitcoin continua baixa.

"O gráfico abaixo mostra que o crescimento aparente da demanda por Bitcoin diminuiu após acelerar em novembro-dezembro de 2024, estimulado pelos resultados da eleição presidencial dos EUA. Ele caiu para 70 mil esta semana, de 279 mil em 4 de dezembro", disse.

Diante destes dados, o analista destaca que se o BTC se recuperar e ultrapassar o limite superior da faixa de consolidação de US$ 100.000, ele estenderá a recuperação para testar novamente sua máxima de 30 de janeiro de US$ 106.457.

"O indicador Convergência Divergência de Médias Móveis (MACD) mostrou um cruzamento de alta no gráfico diário na quinta-feira, dando um sinal de compra e indicando uma tendência de alta à frente. No entanto, o Índice de Força Relativa (RSI) no gráfico diário paira em torno de seu nível neural de 50, indicando uma falta de momentum e indecisão entre os investidores. Para que o momentum de alta comece, o RSI deve acelerar acima de seu nível neutro de 50", afirma.

Já Rafael Bonventi, analista da Bitget, destaca que o nível crítico de suporte a ser observado é US$ 91.340, enquanto o preço se mantiver acima desse patamar, o cenário de alta segue válido. Caso perca esse suporte, a contagem baixista pode entrar em jogo, abrindo espaço para mais quedas.

"No lado da alta, a primeira resistência relevante está em US$ 97.700, seguida por uma zona de resistência mais forte entre US$ 98.030 e US$ 98.500, que inclui a máxima estrutural do dia 14 de fevereiro. Para confirmar um fundo sólido na onda 2 em círculo, o preço precisa formar um movimento de cinco ondas até US$ 99.350. Além disso, a zona de resistência de Fibonacci entre US$ 97.700 e US$ 99.348 será crucial", disse.

Bonventi aponta que o mercado segue respeitando a contagem altista, mas com a falta de força, o volume indica um rali mais lento, sem o impulso característico de uma terceira onda forte. Ainda assim, os retestes estão segurando, o que reforça o viés comprador.

"Se o preço romper e sustentar acima da região de 98K-99K, a tendência de alta pode ganhar mais tração", aponta.

Portanto, o preço do Bitcoin em 21 de fevereiro de 2025 é de R$ 563.224,42. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0017 BTC e R$ 1 compram 0,0000017 BTC.

As criptomoedas com maior alta no dia 21 de fevereiro de 2025, são: Story (IP), Jito (JTO) e Maker (MKR), com altas de 58%, 27% e 21% respectivamente.

Já as criptomoedas que estão registrando as maiores baixas no dia 21 de fevereiro de 2025, são: Telcoin (TEL), Aptos (APT) e XRP (XRP), com quedas de -8%, -2% e -1% respectivamente.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.

O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoin podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.

Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.

O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.

Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.

Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).

Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.

A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.

Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletidas nas posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar decisão