A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), está cotada na manhã desta quarta-feira, 31/01/204, em R$ 210.070,36. Os ursos romperam com o ciclo de alta do BTC que está em queda de pouco mais de 2%, mas ainda permanecendo em US$ 42 mil.
"Mesmo após subir mais de 10% na semana passada, o sentimento ainda é de baixa. O BTC me parece estar apenas dando um respiro para em breve voltar para baixo de 40 mil dólares", disse Fernando Pereira, gerente de conteúdo da Bitget.
Na semana passada, foram observadas saídas líquidas substanciais do ETF Grayscale Bitcoin Trust desde sua conversão em um ETF spot de Bitcoin, o que levou a uma redução notável nos ativos.
De acordo com analistas da Bitfinex, este evento foi fundamental para impulsionar a recente correção em todo o mercado, com o BTC experimentando um declínio de máximos de US$ 48.700 para mínimos de US$ 38.600. Eles continuam compartilhando que as saídas de ETF, especialmente do GBTC, contribuíram para o aumento da volatilidade e para a atual desaceleração do mercado.
Além disso, o relatório aponta que o lucro não realizado dos detentores de Bitcoin de curto prazo sofreu uma diminuição significativa, caindo de 48% em dezembro de 2023 para apenas 8% após o recente declínio dos preços.
“Mesmo antes da aprovação dos ETFs spot de Bitcoin pela SEC, uma competição de taxas já estava se intensificando neste setor. Enquanto os concorrentes da Grayscale cobravam taxas que variavam de 0,2% a 0,9%, o GBTC mantinha uma taxa de 1,5%. Esta estrutura de taxas mais elevadas pode estar a influenciar a migração de investidores do GBTC para outros ETFs, particularmente para gigantes das finanças tradicionais (TradFi) que têm mais experiência na gestão de ETFs", destacam os analistas da exchange.
Segundo a Bitfinex, esta tendência sugere que os investidores estão buscando caminhos mais econômicos para obter exposição ao Bitcoin, levando a mudanças de capital no cenário dos ETFs. No entanto, a mudança de investidores parece estar diminuindo à medida que os volumes dos fluxos de fundos Bitcoin continuam a diminuir gradualmente.
Já o analista Akash Girimath destacou alguns níveis-chave a serem observados na semana.
- O nível de volume negociado mais alto de 2024, também conhecido como Ponto de Controle (POC), em US$ 42.643.
- O ano de 2024 abre em US$ 42.479.
- O ponto médio do mercado baixista anterior em US$ 42.235.
"Além desses níveis, o desequilíbrio diário, que se estende de US$ 41.396 a US$ 40.288, também é uma área importante a ser observada. Desequilíbrios ou lacunas são formados quando o ativo sobe ou desce rapidamente devido ao fluxo de pedidos ineficiente. Estas lacunas são frequentemente revisitadas pelo ativo para se reequilibrar e servir de suporte ou resistência, dependendo do tipo de desequilíbrio", destacou.
Ele aponta que o preço do Bitcoin precisa produzir um fechamento diário acima de US$ 48.222 para sustentar a perspectiva de tendência de alta.
"Apoiando a perspectiva de alta estão os indicadores de momentum do Índice de Força Relativa (RSI) e do Oscilador Impressionante (AO) . O RSI superou o nível médio de 50 e está testando-o novamente como suporte, o que é uma indicação de alta. O AO está perto de ultrapassar o nível zero, o que mostra uma mudança no impulso favorecendo os touros. Nesse caso, o preço do Bitcoin poderia facilmente superar o nível de US$ 48.222 e potencialmente testar novamente o nível psicológico de US$ 50.000", indica.
Portanto, o preço do Bitcoin em 31 de janeiro de 2024 é de R$ 210.070,36. Neste valor, R$ 1.000 compram 0,0048 BTC e R$ 1 compram 0,0000048 BTC.
As criptomoedas com maior alta no dia 31 de janeiro de 2024, são: Pyth Network (PYTH), Chainlink (LINK) e Ronin (RON) com altas de 3%, 2,06% e 2% respectivamente.
O que é Bitcoin?
O Bitcoin (BTC) é uma moeda digital, que é usada e distribuída eletronicamente. O Bitcoin é uma rede descentralizada peer-to-peer. Nenhuma pessoa ou instituição o controla.
O Bitcoin não pode ser impresso e sua quantidade é muito limitada – somente 21 milhões de Bitcoins podem ser criados. O Bitcoin foi apresentado pela primeira vez como um software de código aberto por um programador ou um grupo de programadores anônimos sob o codinome Satoshi Nakamoto, em 2009.
Houve muitos rumores sobre a identidade real do criador do BTC, entretanto, todas as pessoas mencionadas nesses rumores negaram publicamente ser Nakamoto.
O próprio Nakamoto afirmou ser um homem de 37 anos que vive no Japão. No entanto, por causa de seu inglês perfeito e seu software não ter sido desenvolvido em japonês, há dúvidas sobre essas informações. Por volta da metade de 2010, Nakamoto foi fazer outras coisas e deixou o Bitcoin nas mãos de alguns membros proeminentes da comunidade BTC.
Para muitas pessoas, a principal vantagem do Bitcoin é sua independência de governos mundiais, bancos e empresas. Nenhuma autoridade pode interferir nas transações do BTC, importar taxas de transação ou tirar dinheiro das pessoas. Além disso, o movimento Bitcoin é extremamente transparente - cada transação única é armazenada em um grande ledger (livro-razão) público e distribuído, chamado Blockchain.
Essencialmente, como o Bitcoin não é controlado como uma organização, ele dá aos usuários controle total sobre suas finanças. A rede Bitcoin compartilha de um ledger público chamado "corrente de blocos" (block - bloco, chain - corrente).
Se alguém tentar mudar apenas uma letra ou número em um bloco de transações, também afetará todos os blocos que virão a seguir. Devido ao fato de ser um livro público, um erro ou uma tentativa de fraude podem ser facilmente detectados e corrigidos por qualquer pessoa.
A carteira do usuário pode verificar a validade de cada transação. A assinatura de cada transação é protegida por assinaturas digitais correspondentes aos endereços de envio.
Devido ao processo de verificação e, dependendo da plataforma de negociação, pode levar alguns minutos para que uma transação BTC seja concluída. O protocolo Bitcoin foi projetado para que cada bloco leve cerca de 10 minutos para ser minerado.