'Bitcoin é desnecessário e deveria ser banido', diz Peter Switzer

Peter Switzer, do Switzer Financial Group, afirmou em artigo no seu site oficial que o Bitcoin é "desnecessário e deveria ser banido".

Apesar do mercado de criptomoedas ter apresentado uma recuperação nos últimos meses, grandes figuras do mundo financeiro tradicional ainda duvidam do potencial desta nova tecnologia.

De acordo com o artigo recentemente publicado, Switzer pediu que os governos banissem o Bitcoin. O investidor complementou:

"Eu acho que criptomoedas são desnecessárias, arriscadas e boas para um pequeno grupo de entusiastas, mas os contras, e eu repito os contras, superam os prós de longe. Proiba o Bitcoin e seus imitadores ou simplesmente regule-os, para que a luz brilhe neste mundo escuro e sombrio."

Para embasar seu raciocínio, Switzer se referiu à outro antigo economista, citando Joseph Stiglitz, que em maio de 2019, como mostrou o Cointelegraph, pediu que as criptomoedas fossem encerradas.

A idéia destes antigos economistas é, segundo eles, "proteger novos investidores" e fazer com que as pessoas comuns não tenham acesso à esta nova forma de mercado.

Porém parece que a realidade vista em alguns lugares ao redor do mundo é que tais movimentos tendem a ter o efeito oposto. 

Após o banimento, as negociações são transferidas para o mercado paralelo com pessoas pagando mais para adquirir o Bitcoin.

Os preços aumentam e o Bitcoin se torna um ativo ainda mais valioso e volátil nesses países específicos. Um dos exemplos é o caso do Zimbábue, onde um Bitcoin chegou a custar US$ 76.000.

Switzer baseia seus argumentos afirmando que o Bitcoin é geralmente usado para atividades criminais e lavagem de dinheiro. No entanto, como já mostrou o Cointelegraph, a própria natureza da tecnologia blockchain torna esta uma péssima opção para criminosos. 

Por se tratar de um livro de registro aberto e público, todas as transações são rastreáveis e isso pode se tornar um pesadelo para que tem a intenção de usar o Bitcoin como uma forma de lavar dinheiro.

O artigo de Switzer foi publicado na mesma semana que o famoso analista de criptomoedas que usa o nome de "Rhythmtrader" no Twitter postou dados sobre recentes processos de lavagem de dinheiro de grandes bancos.

Segundo ele, US$ 9 bilhões em multas foram recentemente impostas aos bancos tradicionais apenas por lavagem de dinheiro. Ele complementou:

"Multas recentes APENAS por lavagem de dinheiro:

Wachovia - US$ 160 milhões
Deutsche Bank - US$ 670 milhões
Banco da Austrália - US$ 700 milhões
ING - US$ 900 milhões
Citigroup - US$ 237 milhões
Standard Chartered - US$ 967 milhões
Commerzbank - US$ 1,45 bilhão
HSBC - US$ 1,9 bilhão
JPMorgan - US$ 2,05 bilhões

Os bancos são apenas complexos na lavanderia."

Além disso, em junho de 2018, o Commonwealth Bank of Australia (CBA) concordou em pagar uma multa de US$ 530 milhões para resolver uma ação envolvendo lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. 

Economistas tradicionais como Switzer e grandes entidades financeiras ainda estão tentando entender as características desta nova tecnologia.

Conforme reportado pelo Cointelegraph, o Fundo Monetário Internacional (FMI) vem estudando este mercado de perto e prevê que bancos centrais vão emitir moedas digitais num futuro próximo.