O Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Francisco Bulhões, declarou que a estratégia da cidade de investir 1% de suas reservas em Bitcoin (BTC) é parte de um plano do município para contornar os efeitos da inflação e preservar o valor do dinheiro.
“Os últimos quatro anos foram difíceis no Brasil quando se fala de inflação. Sabemos que alguns criptoativos são deflacionários e podem ser usados para não perder poder de compra. Isso deixou as pessoas interessadas na possibilidade de ter uma alternativa aos bancos centrais e mais possibilidade de lutar contra a desigualdade,” afirmou.
Segundo revelou em entrevista ao Coindesk, Bulhões disse não se importar com o preço do BTC e a volatilidade atrelada ao criptoativo pois, segundo ele, a criptomoeda é o futuro e o Rio de Janeiro quer ser referência neste futuro.
“Sabemos que o bitcoin é volátil e que algumas pessoas nos criticam por isso, mas é o futuro, e o Rio quer ser uma referência para o mundo como uma cidade que abraça as criptomoedas, assim como Miami ou Zug, na Suíça”, disse.
O administrador público também destacou que as diversas empresas acusadas de pirâmide financeira na região de Cabo Frio atrapalharam a credibilidade dos criptoativos no estado, contudo, a cidade do Rio possui muitos investidores de Bitcoin e inclusive algumas das principais empresas do mercado como é o caso da Hashdex, QR e Transfero.
Rio é igual Miami
Ainda de acordo com o secretário municipal, o anuncio feito pela cidade sobre a intenção de integrar Bitcoin em suas reservas, bem como a possibilidade do Rio se tornar 'crypto friendly" ajudou a mudar a auto estima da cidade e fez o Rio voltar aos noticiários com uma ação positiva.
“De repente, a cidade ficou muito animada sobre o tema. Toda a imprensa da América Latina e do Brasil queria saber mais e entender o que estávamos fazendo. Também houve a sensação de que o Rio de Janeiro estava de volta”, apontou.
O secretário acrescentou também que o Rio é parecido com Miami e inclusive a adoção das criptomoedas pela cidade foi muito mais pensada seguindo o exemplo da cidade americana do que de El Salvador.
“Acreditamos que somos parecidos com Miami. Temos as praias, um bom lugar para se viver e a criatividade,” disse o secretário.
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