Para Luiz Barsi Filho, o maior investidor individual da bolsa de valores do Brasil, o Bitcoin não tem qualquer fundamento e não merece a atenção do investidor.

Barsi tem uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões mas não está disposto a aplicar seu dinheiro em criptoativos que para ele não passa de um esquema similar ao de pirâmides financeiras.

"Eu vou responder com apenas uma palavra: eu nem penso nisso. Nem penso! Porque isso não tem estrutura, não tem significado. É uma criação de alguém que projeta um futuro nebuloso para poder tirar dinheiro das pessoas e enganar aqueles que não tem uma raiz forte, em termos de fundamento", disse em entrevista ao jornal Estado de São Paulo.

Negando toda uma leva de investidores institucionais que tem aplicado parte de suas fortunas em criptomoedas como Elon Musk, o homem mais rico do mundo, Barsi afirmou que os criptoativos só atraem jogadores e não investidores 'de verdade'.

"Na realidade, as criptomoedas atraem apenas os jogadores, não atraem os investidores, na minha opinião. Por isso que eu nem penso nelas", completou.

Brasil não tem cultura de investimento

Na entrevista, além de criticar o Bitcoin, Barsi destacou que o brasileiro não tem cultura de investimento e afirmou que o público nacional tem um perfil de agiota e não de investidor.

"Lamentavelmente, o brasileiro foi seduzido, conduzido e induzido a ser um agiota. Agora, ele fugiu do mercado de renda fixa, de renda garantida, e veio para a bolsa de valores. O meu temor é que, se as taxas de juros voltarem a apresentar um resultado um pouco mais expressivo do que esse, muitos vão deixar a bolsa e voltar para a agiotagem. O perfil do brasileiro é de um agiota por excelência", afirmou.

Barsi também defende que os investidores apliquem seu dinheiro em ativos que gerem riqueza, no sentido de investir em empresas que tenham uma proposta de geração de valor para a sociedade, por isso, segundo ele, o Bitcoin é apenas um 'jogo' e não um investimento sério.

"Acho que no mercado você tem de ser um vencedor, um vitorioso. Tem de pensar em investir em geração de riqueza e não em investir em agiotagem. Essa é a minha regra. Agora, acho que aquele que investe em ações jamais perderá, desde que compre papéis consistentes. Mas no mercado temos dois tipos de aplicadores: aqueles que adoram o dinheiro e os que odeiam o dinheiro. Eu digo: nunca odeie o dinheiro a ponto de ser um perdedor nato", apontou.

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