Apesar da alta de até 31% das altcoins nesta segunda-feira (12) e de um avanço semanal de 11%, o Bitcoin (BTC) parecia refletir a cautela dos investidores esta semana com a divulgação de novos dados da inflação em janeiro nos EUA. O que parece não incomodar os especialistas em criptomoedas Arthur Hayes, Rekt Capital e Diego Consimo, que projetam alvos de até US$ 100 mil (+108%) para o BTC em 2024.
Em entrevista ao canal Crypto Banter no YouTube, Hayes descartou correções significativas do benchmark e afirmou que está “definitivamente otimista para o resto do ano.”
“Acho que o Bitcoin atingirá a marca histórica de US$ 70.000 [+46%] até o final do ano”, disse.
O cofundador da exchange de criptomoedas e derivativos BitMEX qualificou como atrevida sua posição short (vendida) de BTC, ou seja, trabalhando com a possibilidade de queda. Sobre isso, ele argumentou que cogitou a possibilidade de o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, renovar o programa de financiamento bancário da instituição e causar estresse no setor.
O especialista justificou que “o Bitcoin desmaiou um pouco em março de 2023, quando os bancos começaram a falir. Talvez seja um pouco parecido desta vez. Achei que custaria US$ 40.000 – foi o que aconteceu.”
De acordo com o CEO da empresa de capital de risco Maelstrom, “os bancos centrais recorrerão inevitavelmente à impressora de dinheiro para criar enormes quantidades de liquidez nos mercados para salvar a economia no caso de outro colapso bancário”, o que pode favorecer mercados como o de criptomoedas.
Rekt Capital usou o X no último final de semana para salientar que a fase de retrocessos pré-halving do BTC está terminando, o que representaria o início de um ciclo de alta.
Em outra publicação, o pseudônimo usou o indicador Pi Cycle Top, baseado na média móvel de 111 dias e a de 350 dias multiplicada por dois. O que, segundo ele, atua como suporte para a corrida dos touros.
“Perto do retrocesso pré-halving é quando tendemos a ver correções na ação do preço do Bitcoin, então uma correção nesse período provavelmente irá inclinar esta média móvel do Pi Cycle Top um pouco mais para baixo, e isso também significará que esta média móvel se propagou aqui vai ficar um pouco inclinado para baixo, o que significa que veremos o pico do mercado altista ocorrer em uma data muito posterior”, explicou Rekt Capital apontando um alvo de US$ 100 mil no fim do ano.
Bitcoin & The Pi Cycle Top Indicator - An Important Update
— Rekt Capital (@rektcapital) February 9, 2024
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Diego Consimo, por sua vez, salientou que “o Bitcoin confirmou o rompimento das LTBs do preço e dos indicadores no gráfico diário, mostrando assim força para buscar US$ 55.000 a US$ 60.000 até o halving desse ano.”
“Se observar o gráfico verá que a MA21 roxa está cruzando a MA50 verde para cima, isso indica força no movimento, além disso o RSI e OBV romperam suas LTBs e o MACD está cruzando compra novamente e deve acelerar o movimento nas próximas semanas”, disse.
Gráfico do par BTC/USDT. Fonte: Crypto Investidor/TradingView
O fundador do canal Crypto Investidor acrescentou que o único ponto de preocupação para o Bitcoin é como irá reagir à inflação nos EUA (CPI, na sigla em inglês) que deve ser anunciada terça-feira (13).
Segundo o especialista brasileiro, apesar de a projeção ser de queda pelos especialistas, a economia estadunidense está aquecendo novamente e isso pode refletir em um aumento da inflação, que impactaria completamente na política monetária dos EUA, e possivelmente retração do BTC junto com índices como o S&P 500 e Nasdaq.
“Um fator interessante para o Bitcoin é que, na maioria dos ciclos de alta, o BTC tende a corrigir após o halving acontecer. O único ano que saiu fora desse padrão foi o durante 2020, que tivemos o surto de COVID e todos os mercados financeiros tiveram crash. Tirando isso na análise, o BTC tende a corrigir apenas após o Halving e aí sim iniciar sua corrida dos touros em um movimento parabólico”, completou.
Gráfico do par BTC/USDT. Fonte: Crypto Investidor/TradingView
Na última semana, Rekt Capital já havia observado o comportamento histórico do BTC antes do halving apesar do recuo do holding do benchmark, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.