O Bitcoin (BTC) se encontrava lateralizado em torno de US$ 30,4 mil na tarde desta quinta-feira (6), aproximadamente US$ 700 a menos que as primeiras horas do dia. O recuo coincidia com a saída de capital do mercado de criptomoedas, que operava com um volume de US$ 1,18 trilhão (-0,26%), montante recuado aproximadamente US$ 30 bilhões em poucas horas.
Em linhas gerais, o monitoramento apontava uma leve retração na dominância do benchmark cripto nesse intervalo, de 49,9% para 49,8%, o que sugeria a mudança de posição de alguns players, em direção a outros mercados ou para as altcoins. O que pode ser um sinal de queda, embora o entusiasmo sobre o BTC seja quase que unânime entre os especialistas em criptomoedas, que apontam alta de até 500% nos próximos anos.
Sob uma ótica pessimista, a corrida pela realização de lucros quando o Bitcoin se aproximava de US$ 32 mil pode desencadear um movimento corretivo de quase 18% nos próximos dias, de acordo com a avaliação do especialista em criptomoedas de pseudônimo Pentoshi. Segundo ele, o FOMO (medo de perder, na sigla em inglês) fez alguns traders alavancarem demais em suas posições compradas (longs)
“BTC: À medida que nos aproximamos de US$ 32 mil, se você finalmente está pensando em ficar comprado [long], é hora de perguntar o que você está almejando. Acho que se obtivermos uma correção maior, é a partir dessa área de US$ 32,5 mil, onde os compradores finais aparecem e as pessoas começam a alavancar demais”, disse Pentosshi ao apresentar um gráfico sugerindo um suporte na região de US$ 25,1 mil (-18%).
$BTC as we approach 32k area, if you're finally thinking of getting long it's time to ask what you're targeting if so
— Pentoshi 🐧 euroPeng 🇪🇺 (@Pentosh1) July 3, 2023
I think if we get a larger correction it's from that 32.5k area where late longs jump in and people begin to over-leverage. https://t.co/sZDOARJFjg pic.twitter.com/8NuLJLEh8Y
Por outro lado, ele se mostrou otimista em relação ao longo prazo ao sugerir um novo recorde histórico do BTC até 2026, em US$ 180 mil (+500%).
“O ano é 2026, o BTC está sendo negociado a US$ 180 mil. As pessoas vão dizendo: 'Chegamos tão cedo'. Você está dizendo, 'topo'. Eles estão dizendo: 'Desta vez é tão diferente.' Você está comprando de volta por US$ 69 mil”, concluiu.
Quem também demonstrou entusiasmo para o longo prazo do BTC foi o anfitrião do canal InvestAnswers. Em um vídeo publicado esta semana, ele disse que não seria surpresa caso o Bitcoin chegue e US$ 42 mil em abril do ano que vem e US$ 45 mil em dezembro de 2024.
“Uma coisa que eu quero chamar sua atenção é a relação put-call – 0,39. Portanto, muito mais chamadas estão sendo compradas do que opções de venda, o que é muito otimista”, justificou.
No radar de alguns especialistas em criptomoedas também está uma rival do Ethereum, com possíveis sinais de alta de até 270%, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.