A nova correção profunda do Bitcoin, depois de mais de um ano de valorização constante, não foi a primeira nem será a última da criptomoeda, como afirma o sócio da Hashdex, Stefano Sergole.

Em evento promovido pelo banco de investimentos BTG Pactual, Sergole disse que a correção de quase 50% na criptomoeda reflete a enorme liquidez do mercado de criptomoedas atualmente:

“Uma movimentação próxima de US$ 30 bilhões, como a da semana passada, é algo gigantesco, mas ainda longe de um mercado de US$ 700 bilhões. O que estamos deixando bem específico para os investidores é a importância de calibrar a exposição, com a sugestão de se manter exposto a essa tecnologia por pelo menos cinco anos”

A Hashdex estreou em abril o primeiro ETF de criptomoedas do Brasil, o HASH11, que tem composição baseada no índice Hashdex Nasdaq Crypto Index, da bolsa norte-americana. O ETF já negociou mais de R$ 1 bilhão e está no Top 3 entre os mais negociados da B3.

Sergole ainda disse que o BTC ainda está em fase de desenvolvimento e que pode levar mais três, cinco ou até mais anos para entrar em fase de consolidação.

A correção das últimas duas semanas foi desencadeada por uma série de Tweets do dono da automotiva Tesla, o bilionário Elon Musk, que suspendeu os pagamentos em Bitcoin para carros da marca devido a problemas de sustentabilidade.

Musk se reuniu nesta semana com outro grande empresário, Michael Saylor, da MicroStrategy, uma das maiores investidoras de Bitcoin no mundo, para lançar um conselho de mineração, que vai atuar para diminuir o impacto energético para a produção de criptomoedas.

Como noticiou o Cointelegraph Brasil, a empresa brasileira de créditos de carbono em blockchain MOSS já faz compensação ambiental de criptomoedas em parceria com a exchange Mercado Bitcoin, agregando o token MCO2 para eliminar a pegada de carbono dos Bitcoins negociados na plataforma.

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