‘Bitcoin e criptomoedas são novos desafios aos reguladores’, diz CVM ao anunciar revisão de planejamento estratégico

A Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) anunciou em comunicado oficial publicado em 8 de julho que atualizará seu planejamento estratégico para os próximos anos na medida em que o mercado de investimentos e valores mobiliários também passarem por importantes transformações.

Diz a publicação:

“As significativas alterações nos cenários e tendências que serviram de base para o processo de Planejamento Estratégico da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 2013, exigiram uma revisão dos objetivos delineados para o ano de 2023”

“Garantir a integridade, estimular a eficiência e promover o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. São esses os resultados perseguidos pela CVM e que servirão de referência para priorização de suas ações e projetos até 2023”, disse Marcelo Barbosa, presidente da autarquia.

Na revisão, a CVM destaca que as mudanças no mercado de capitais exigiram o aumento da eficiência operacional do regulador e cita, ao lado do aumento das negociações na Bolsa e da indústria dos fundos de investimentos, criptomoedas e tokens como uma das principais alterações.

“O papel da tecnologia tem sido cada vez mais importante no mercado de capitais. O crescimento de produtos como os Initial Coin Offerings (ICOs), uso da blockchain, entre outros, impõe aos reguladores um desafio constante de atualização”, declarou a CVM.

O Planejamento Estratégico — Construindo a CVM de 2023, também descreve o processo, realizado no decorrer de 2018, que culminou na atualização das diretrizes estratégicas da CVM para os próximos anos.

“O processo de revisão da estratégia contou com a participação dos membros da Alta Administração da CVM, dos servidores e de alguns de nossos stakeholders externos. Foram realizados workshops, palestras, apresentações, pesquisas e entrevistas, com o objetivo de garantir a legitimidade e a consistência das novas diretrizes estratégicas da CVM. Os objetivos apresentados no Caderno já estão em vigência desde o início de 2019 e já têm sido utilizados como orientadores para a definição e execução dos projetos e inciativas da Autarquia.”, destacou o superintendente de planejamento da CVM, Daniel Valadão.