Orbitando US$ 42,2 mil (-0,4%), o Bitcoin (BTC) refletia certa cautela dos investidores de criptomoedas nesta segunda (29), movimento que era percebido entre as principais altcoins em capitalização de mercado. Porém, alguns especialistas em criptomoedas, como o pseudônimo Rager, Benjamin Cowen e Michaël van de Poppe estão de olho no que vem a seguir para seis tokens: Ethereum (ETH), Polygon (MATIC), Chainlink (LINK), Arbitrum (ARB), Synthetix (SNX) e Polkadot (DOT).

Em relação ao Ether, o futuro do token da blockchain líder dos contratos inteligentes é pessimista na avaliação de Rager e Cowen e a queda pode chegar a mais de 55% em comparação com o valor em que a altcoin era transacionada, US$ 2.262 (-0,8%).

No X, Rager observou que o ETH deverá manter desempenho inferir em sua paridade com o Bitcoin (ETH/BTC) apesar da possibilidade de aprovação pela SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA, de fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) baseados em negociação à vista (spot) de Ethereum.

“Fora uma rápida recuperação de três dias no início de janeiro, o ETH não tem sido uma grande negociação contra o BTC há muito tempo. A tendência de baixa continua, a menos que a ETH possa mostrar força, o atraso do ETF à vista certamente não ajudou no caso”, justificou.

No YouTube  Benjamin Cowen argumentou que o Ether historicamente se mantém  fiel às suas principais mínimas e que espera um movimento corretivo abaixo de US$ 1.000 (-55%). 

“Então, em algum momento, acho que o Ethereum testará a integridade desse mínimo, caindo abaixo de US$ 1.000. Mas a história também sugere que não será testado até depois do colapso do ETH/BTC. E a história também sugere que o ETH/BTC provavelmente não quebrará em janeiro porque normalmente janeiro é um bom mês para o Ethereum”, observou.

Em uma sequência de publicações no X, Michaël van de Poppe apontou possíveis alvos de cinco altcoins. Um delas o MATIC, que se encontrava precificado em US$ 0,78 (-1%). Segundo ele, o token da blockchain de camada 2 (L2) Polygon manteve níveis de suporte mais altos ao longo dos últimos períodos, quando a liquidez retomada. 

“Espero outro impulso para cima, embora o MATIC também tenha apresentado desempenho insatisfatório. A próxima alta pode ser para a região de US$ 1,25 [+60%] a US$ 1,50 [+78%]”, disse.

A respeito do LINK, negociado por US$ 14,59 (+0,60%), o especilista disse que o token da rede de oráculos descentralizada Chainlink manteve níveis cruciais e está pronto para lutar por US$ 25 (+71%). No caso do ARB, transferido por US$ 1,81 (-1,6%), ele considerou que o token nativo da blockchain L2 Arbitrum pode lutar pela resistência de até US$ 4 (+120%) em caso de rompimento da região entre US$ 1,40 e US$ 1,60.

Ele demonstrou pessimismo em relação ao SNX, negociado por US$ 3,22 (-0,05%), qualificando o token do protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) Synthetix como “criptomoeda de baixo desempenho”, e otimismo em relação ao DOT, token nativo da multichain de código aberto Polkadot, transferido por US$ 6,85 (+2,3%).

“Ótima vela semanal em todos os níveis, incluindo o $DOT . Teve uma correção de 30-40%, que são grandes oportunidades em um mercado altista. Acho que estamos prontos para o próximo movimento de impulso ascendente, talvez US$ 15 [+118%] para o Polkadot”, considerou.

Alheias às especulações, novas criptomoedas começaram a semana em alta de até 42% em listagem enquanto o Bitcoin espreita o Fed, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.

Aviso: Esta não é uma recomendação de investimento e as opiniões e informações contidas neste texto não necessariamente refletem as posições do Cointelegraph Brasil. Cada investimento deve ser acompanhado de uma pesquisa e o investidor deve se informar antes de tomar uma decisão.