Nesta segunda, 04, durante o lançamento do Pix por aproximação na sede do Google em São Paulo, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, anunciou que o regulador vai revelar em breve uma nova funcionalidade com o Pix, que será o Pix offline via NFC.
"Tecnicamente, temos dois modelos para essa tecnologia. No primeiro, o recebedor recebe o pagamento via NFC, funcionando como uma carteira digital integrada ao sistema de open finance e ao Pix por meio de um PSP. Esse é o modelo que o Google lançou hoje. O segundo modelo é útil para situações offline: nele, o pagador transfere o valor via NFC, o que é ideal quando o recebedor está desconectado. Estamos avançando também neste modelo", disse Campos Neto.
Campos Neto não detalhou como será feita a integração desta função para que os pagamentos offline sejam sincronizados com o saldo 'online' dos clientes. Além disso, o presidente do BC destacou que a terceira dimensão, que o BC está trabalhando no desenvolvimento de uma nova funcionalidade que permitirá o rastreamento, bloqueio e devolução de valores via PIX.
"Esse anúncio será feito em breve e faz parte de um amplo pacote de medidas para reforçar ainda mais a segurança, do qual já anunciamos uma parte", revelou.
Gabriel Galípolo vai continuar agenda de inovação
Além disso, Campos Neto destacou que o futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo vai continuar agenda de inovação com Pix, Open Finance e Drex.
"Hoje, estamos vendo diversas iniciativas se encontrando nesse campo de inovação tecnológica: o DREX, o Pix, o Open Finance e a internacionalização. Esses avanços já estão em andamento e não vejo esse movimento sendo interrompido; ele faz parte da essência do Banco Central e vai continuar. Tenho certeza de que Gabriel trará novas ideias ao longo de sua gestão, mas essa trajetória de inovação já está estabelecida", afirmou.
Ainda segundo Campos Neto, é natural que cada gestor queira imprimir seu ritmo e direcionamento ao BC, no entanto, o regulador já mantém uma agenda de inovação que vem de outras gestões, incorporando a tecnologia e a inovação em seu DNA e, independente do gestor, ela sempre fará parte do BC.
"Por exemplo, quando trabalhamos no PixSaque e no PixTroco, eu tinha uma proposta de remuneração diferente da que veio do Banco Central. No final, eles me convenceram de que a ideia deles era superior à minha. Esse trabalho colaborativo e inovador é parte do Banco Central, e acredito que seguirá dessa forma", disse.