O Banco Itaú, uma das principais instituições financeiras do Brasil, anunciou um Programa de Demissão Voluntária (PDV) que abrange cerca de 6,9 mil funcionários da empresa, conforme publicação do portal Infomoney, em 31 de julho.
Como justificativa para o programa de demissão, o Itaú destaca que têm ampliado seus serviços digitais,"O Itaú tem feito diversas iniciativas digitais que têm contribuído para uma menor necessidade de mão de obra. Isso criou oportunidade de redução do quadro", disse o presidente do Itaú, Candido Bracher.
Entre as estratégias digitais do Itaú está a tecnologia blockchain que vem sendo explorada pelo banco pelo menos desde 2016 com a formação do consórcio R3. Em 2018 a instituição anunciou o Blockchain Collateral uma aplicação que usa DLT para registro de margem de garantias de derivativos negociados em balcão.
Ainda em 2018 o banco também realizou um transação de empréstimo sindicalizado usando a tecnologia blockchain com o grupo inglês Standard Chartered no valor de US$100 milhões.
Ainda segundo Bracher o Itaú já fechou mais de 200 agências físicas só no segundo semestre e que novas agências devem ser fechadas ao longo do ano. Movimento que, segundo ele, é uma resposta ao comportamento do cliente da instituição e não há uma meta estabelecida.
"Temos visto o incremento da digitalização. Já abrimos mais de 1 milhão de contas no aplicativo, que passa a ter novas funcionalidades como reconhecimento facial para o financiamento de veículos, serviço de câmbio. Vários produtos têm sido digitalizados, o que tem diminuído a busca da agência pelo cliente", explicou Bracher.
Como reportou o Cointelegraph, as exchanges nacionais de Bitcoin, 3xBit, Bitrecife e Coinext relataram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) que tiveram problemas com diversos bancos nacionais conforme documentos enviados ao CADE em processo aberto pela Associação Brasileira de Criptoativos e Blockchain (ABCB).
De acordo com a documentação, até o momento, os bancos citados como tendo gerado 'complicações' para as plataformas nacionais foram: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander, sendo que alguma das exchanges, têm processos judiciais abertos contra as referidas instituições financieras.