Bitcoin, stablecoin e blockchain são temas centrais em evento na Comissão Europeia com participação do Banco Central do Brasil

O Banco Central do Brasil, por meio do Chefe do Departamento de Tecnologia da Informação, Harold Jayme Martins Froes Cruz, abordará as potencialidades da tecnologia blockchain, durante um evento organizado pela Comissão Européia, o Convergence The Global Blockchain Congress 2019.

O evento será promovido pela Comissão Europeia, pelo EUBlockchain Observatory and Forum e pela International Association for Trusted Blockchain Applications (INATBA) e ocorrerá em Málaga, Espanha, no período de 9 a 14 de novembro.

Cruz, segundo o Banco Central, falará sobre a visão e experiência do BC em novas tecnologias e inovação. O Bacen vem liderando diversos processo de transformação digital na economia. Um deles, o sistema de pagamentos instantâneos, embora não guarde relação com blockchain, pode revolucionar sistema de pagamentos no Brasil e favorecer a inovação financeira.

Além do representante do BCB, o evento abordará os principais assuntos relacionados a indústria cripto/blockchain e como estas tecnologias devem convergir com outras tecnologias emergentes como AI e IoT para criar novas plataformas e modelos de negócios poderosos "ou como a ideia da blockchain a descentralização baseada em dados já está transformando o pensamento entre banqueiros centrais".

O congresso, pretende reunir representantes de todo o mundo para compartilhar idéias, experiências e conhecimentos sobre a tecnologia blockchain. A organização anunciou um programa de atividades que abordará temas diferentes que se concentrarão nas possibilidades oferecidas pelas empresas e pela tecnologia 'blockchain' das sociedades.

Além do Banco Central do Brasil também estará presente o Banco do Japão, com Yuuko Kawai; o Banco Interamericano de Desenvolvimento com Alejandro Pardo Vegezzi e Caroline Anstey, também do Fórum Econômico Mundial; o Banco Mundial com Denis Robitaille; Banco Central Europeu com Dirk Bullmann e OCDE com Caroline Malcom, além de reguladores, incluindo a Agência Espanhola de Proteção de Dados, o Conselho Europeu de Proteção de Dados, Autorité des Marchés Financiers France e Autoridade de Serviços Financeiros do Japão.

O congresso incluirá a participação de empresas como Ledger, IPwe, Degun Digital Group, ConsenSys, Entreprise Ethereum Alliance, IBM, uPort, IOTA, Repsol, Everis / NTT Data e Telefónica. A Pompeu Fabra University e o Berkman Klein Center for Internet & Society da Harvard University, o Instituto do Futuro da Universidade de Nicósia, o RMIT Blockchain Innovation Hub, entre outros.

Serão três dias de evento com diversos painéis como  'Stablecoins e criptomoedas dos bancos centrais' que analisará a imersão de administradores no grande potencial desse campo, bem como alguns dos riscos das criptomoedas e das stablecoins

"O Bitcoin foi creditado por catalisar uma revolução em dinheiro. Mas a alta volatilidade impediu que ela e outras criptomoedas se recuperarem como meio de pagamento. Stablecoins, sejam elas privadas como a Libra do Facebook ou criptomoedas nacionais emitidas pelo banco central, podem resolver esse problema. Mas Libra levantou preocupações entre os formuladores de políticas e os CBDCs (como são conhecidas as criptomoedas do banco central) ainda não foram testados. Embora exista um grande potencial, também existem muitas incógnitas" diz o evento.

Como noticiou o Cointelegraph, o Banco Central do Brasil divulgou recentemente uma revisão para o Balanço de Pagamentos do Brasil de 2019 e uma perspectiva do mesmo para 2020 e, atendendo a recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) passou a incluir Bitcoin e criptoativos, conforme informou o BCB.