Empresa das Bahamas usa blockchain para registro de tesouros submersos

A empresa de tecnologia das Bahamas PO8 desenvolveu um projeto em blockchain para registrar dados de artefatos submersos recuperados em escavações, de acordo com um comunicado divulgado nesta última terça-feira, 29 de janeiro.

O projeto do PO8 utiliza a blockchain como um método para impulsionar a econonia local, através do lucro de tesouros submersos nas águas em torno do ilha, avaliados em US$ 100 bilhões.

Conforme estimado pela PO8, o projeto contribuirá com US$ 60 milhões por ano para a economia das Bahamas, além de criar mais de 100 empregos na alta temporada. 

No projeto marinho baseado em blockchain cada artefato escavado terá um token criptografado conhecido como NFT (Non-Fungible Token), que converte os direitos dos objetos recuperados em um smart contract.

Os tokens serão usados para digitalizar o valor econômico dos objetos a fim de que os mesmos possam ser vendidos e comercializados em todo o mundo. Os artefatos ficarão sob custódia da PO8 Museum Foundation, onde serão expostos.

The press release notes that the since the shipwrecks usually contain metals, recovering them will help the marine ecosystem and support reef restoration. PO8 plans to replace the excavation sites with artificial reefs to this end.

O comunicado afirma ainda que, como os návios naufragados geralmente têm metais, recuperá-los ajudará o ecossistema marinho e apoiará a restauração dos recifes. O PO8 planeja substituir os locais de escavação por recifes artificiais.

A equipe de arqueologia marinha reunida pelo PO8 inclui o expedidor do Titanic, David Gallo, e o membro da Amazon na equipe de recuperação do Apollo F-1, Troy Launay.

Em julho de 2018, a empresa sul-coreana Shinil Group anunciou a descoberta do navio de guerra russo Dmitrii Donskoi, afundado há 113 anos, e carregado com ouro no valor de US$ 131 bilhões. A empresa, que também tem sua própria crptomoeda, atraiu cerca de US$ 54 milhões em investimentos de cerca de 100.000 investidores.

Posteriormente, o Shinil Group foi acusado de fraudar investidores, com o CEO da empresa, Choi Yong-seok, admitindo que não havia evidências claras de que o navio continha algum valor.