Uma matéria do jornal O Tempo nesta quinta-feira revelou que o projeto da criptomoeda Galocoin, que integrava um e-commerce e marketplace do Clube Atlético Mineiro, não ganhou a adesão dos sócios-torcedores e o clube e deve ser suspenso.
O mercado de criptoativos, mas especificamente os utility tokens, para clubes de futebol, que já pareceu ser um negócio promissor depois de 2017, durante o rali e a exposição que as criptomoedas tiveram no auge dos ICO em 2018, ainda aguarda a confirmação de um projeto de sucesso.
Muitos projetos foram lançados ao redor do mundo e no Brasil e atraíram a atenção de diversas empresas que vislumbraram nos times de futebol, como foi o caso do Atlético Mineiro, quando lançou o Galocoin.
O Galocoin permitiria que os fãs comprassem ingressos para jogos, roupas oficiais e participassem de programas de descontos que seriam lançados pelos clubes. No início da campanha de lançamento, em dezembro de 2018, era preciso comprar pelo menos 50 GaloCoins, que valiam exatamente R$ 50. Cada token estava cotado em R$1. O clube nunca revelou o quanto arrecadou com a venda do token.
O site do token, no entanto, mostra a informação de que a compra mínima atualmente é de R$ 10 mil.
Imagem: Site do Galocoin
O projeto Galocoin é uma parceria com a Footcoin, uma empresa com sede em São Paulo e que se propõe a ser um hub de soluções baseadas em blockchain para times de futebol.
Segundo o gerente de patrocínios do Atlético Mineiro, Pedro Melo, o projeto não será levado adiante devido ao baixo interesse e pouco conhecimento do público nacional sobre as vantagens de se ter um criptoativo exclusivo do clube, mas pode ser retomado no futuro.
"É muito da cultura do brasileiro, não está igual na Europa, eu vi que o Barcelona está com um número muito grande com relação a isso. Acredito que é cultural. Ainda não chegou para o torcedor brasileiro. Mas está aqui com a gente, guardado. No momento certo, vamos retomar. Foi um momento de divulgação para a gente sentir um pouco o torcedor e o retorno. Mas está distante da Europa e Estado Unidos já entendem de questão de token dentro do esporte"
Outro clube que se lançou no mercado de utility tokens e ICO e não obteve sucesso foi o Avaí FC, que lançou seu projeto também em 2018 em parceria com a Sportyco e Blackbridge Sports.
O Avaí pretendia vender 20,46 milhões de tokens por um dólar cada. Contudo, o projeto não obteve sucesso, fora encerrado e os fundos arrecadados no ICO foram devolvidos.
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