O preço do Bitcoin (BTC) superou ligeiramente a marca de US$ 63 mil depois que diversos documentos divulgados na internet confirmaram que a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) aprovou o primeiro ETF de Bitcoin da história do país.

No entanto, após o frenesi com a aprovação, vários especialistas passaram a questionar que o ETF aprovado, por ser baseado em futuros de Bitcoin, não teria o impacto esperado de trazer os grandes investidores institucionais ao universo das criptomoedas.

Desta forma, alguns, como Mikkel Morch, Diretor Executivo e Gestão de Risco da ARK36, acreditam que o potencial de um ETF 'mexer' no preço do Bitcoin no curto prazo já está precificado e, portanto, ao invés de subir o Bitcoin pode cair no momento atual.

"Os investidores devem estar cientes de que a esperança de uma alta sustentada acima da barreira dos US$ 60 mil e mais além da alta de todos os tempos pode muito bem se transformar em um cenário de "compre o boato, venda as notícias", disse.

Contudo essa não é a opinião dos analistas da brasileira Transfero, emissora da stablecoin BRZ, que acertou em cheio a recente alta, ao prever, ainda em 01 de outubro, portanto, 15 dias antes do ciclo atual, que o BTC ia passar de US$ 60 mil e chegar perto de seu maior valor histórico.

Na análise técnica feita pela empresa no começo do mês a Transfero apontava que o Bitcoin havia rompido resistências e criado o padrão conhecido como "bandeira de alta", desta forma, o rompimento dessa bandeira indicava o fim da correção e a continuidade da tendência de alta, tendo como alvo o tamanho projetado da primeira linha de alta.

“Como podemos observar no gráfico, o rompimento se deu com volume, alcançando rapidamente a faixa dos US$ 47 mil. Um possível alvo de projeção seria alcançar de novo o ATH", explicou a empresa na época.

Agora, o movimento de alta do bitcoin, já apontado pela equipe da Transfero há algumas semanas, está se confirmando e a empresa aponta que nos últimos dias, conforme análise técnica, é possível observar no gráfico a formação de um triângulo ascendente.

Preço do Bitcoin pode subir mais 15%

Esse triângulo, conforme já apontado pela Transfero nas semanas anteriores, é composto por uma Linha de Alta (ou LTA), a qual é traçada ligando os fundos ascendentes, e uma linha de Resistência.

A linha de alta indica uma força compradora crescente e serve, também, como suporte, uma vez que ela alerta sobre alguma eventual quebra da tendência caso seja rompida. Já a linha de resistência representa uma força vendedora que impede o rompimento da barreira.

“Se for confirmado o rompimento da linha de resistência com volume, o bitcoin irá ganhar força e poderá renovar, nas próximas semanas, o seu ‘All Time High’, que hoje é de US$ 64,895”, destaca a equipe da Transfero.

Conforme os analistas, outro fator que corrobora esse movimento altista é o crescimento da dominância do BTC em relação ao mercado crypto. No último dia 11, a moeda digital alcançou o patamar de 46,38%, máxima dos últimos dois meses.

Por fim, a Transfero destaca que o bitcoin se encontra na oitava posição de market cap global. Esse movimento altista, conforme os analistas, pode levar o criptoativo a superar a prata.

 

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