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Caio Jobim
Escrito por Caio Jobim,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Analista revela o que falta para preço do Bitcoin retornar aos US$ 100 mil

Apesar da alta no início desta semana, o preço do Bitcoin se mantém em zona de consolidação abaixo da forte resistência na região dos US$ 92.000.

Analista revela o que falta para preço do Bitcoin retornar aos US$ 100 mil
Análise de mercado

O Bitcoin se mantém em zona de consolidação sem direção definida no curto prazo, apesar do fechamento semanal acima dos US$ 86.000, com uma alta de 4,25% no domingo, 23 de março, afirma Arthur Driessen, analista da Crypto Investidor.

Impulsionado pela revisão das políticas tarifárias do governo de Donald Trump, o preço do Bitcoin (BTC) abriu a semana em alta, mas foi rejeitado logo abaixo dos US$ 89.000, indicando que a retomada da tendência de alta depende de catalisadores mais potentes no cenário macroeconômico.

O ponto de inflexão para os mercados financeiros foi a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) em 20 de março. Embora a taxa de juros tenha sido mantida entre 4,25% e 4,5%, o presidente do Banco Central dos EUA (Fed), Jerome Powell, voltou a se referir às pressões inflacionárias como “transitórias” e levantou a possibilidade de pausar ou até encerrar antecipadamente o aperto quantitativo, em um claro sinal de afrouxamento da política monetária.

Dados da FedWatch Tool da CME confirmam a projeção do FOMC de dois cortes de juros até o final do ano.

Segundo o boletim semanal da gestora de ativos digitais QR Asset Management, “o Fed parece mais preocupado em evitar um erro de política contracionista do que em reagir prematuramente a uma inflação que, na visão do comitê, ainda está, por enquanto, ‘controlada’.”

Ao mesmo tempo, a redução das expectativas de crescimento econômico projetadas pelo Fed ainda desperta temores nos mercados sobre uma possível recessão nos Estados Unidos.

Dados do S&P Global Manufacturing PMI, um índice que mede a saúde da economia dos EUA, divulgados na segunda-feira, 24, confirmaram a tendência de desaceleração econômica, com uma leitura abaixo do esperado.

A atividade econômica e a inflação nos EUA estarão em foco na continuação da semana. Na quinta-feira serão divulgados indicadores sobre o crescimento dos EUA no quarto trimestre de 2024 e na sexta-feira, dados sobre as despesas de consumo pessoal (PCE) de fevereiro.

Embora as incertezas ainda sejam predominantes, o mercado acionário respondeu positivamente à manifestação de Powell, beneficiando o Bitcoin e as criptomoedas, cuja correlação com o S&P 500 e o Nasdaq está em alta desde a eleição de Trump, destacou o boletim:

“O mercado interpretou que o Fed não apenas está confortável em manter juros estáveis, como já começa a preparar terreno para reverter parte do aperto monetário feito nos últimos dois anos. E se a política monetária segue caminhando na direção da liquidez — mesmo que de forma sutil — isso continua sendo um grande motor para o apetite por risco no mercado cripto.”

Análise do preço do Bitcoin

Apesar da alta dos últimos dias, a tônica do mercado de criptomoedas continua sendo a volatilidade. O vencimento de US$ 14 bilhões em opções na sexta-feira, 28, atua como um componente adicional de instabilidade.

Os traders de opções estão apostando que o Bitcoin chegará a US$ 100 mil até 28 de março de 2025. Se isso não ocorrer, eles terão prejuízos. Se o Bitcoin se mantiver próximo dos US$ 85.000, as perdas serão potencializadas.

O analista Arthur Driessen destaca em análise para o Cointelegraph Brasil que a manutenção do suporte nesta região tornou-se crucial para manutenção da recuperação do preço do Bitcoin:

“O suporte mais próximo passa a ser a região dos US$ 84.000 a US$ 85.000, que antes estava atuando como resistência. Para que a estrutura de alta seja mantida é necessário continuar com fundos ascendentes, ou seja não podemos perder o fundo dos US$ 83.200.”

Já os alvos importantes a serem observados situam-se acima do US$ 92.000, uma região que atuou como suporte para o preço do Bitcoin durante as quedas neste primeiro trimestre de 2025.

A quebra deste suporte foi decisiva para a mudança do sentimento do mercado, da euforia para o medo extremo. Agora, a região tornou-se um ponto de inflexão para uma potencial reversão de tendência, afirma Driessen:

“O Bitcoin iniciou a semana em alta rompendo o topo de sua onda 1 e confirmando uma onda 3 (em azul) cujo alvo está na região de US$ 93.700. Caso consiga romper a resistência dos topos anteriores entre US$ 92.700 e US$ 95.000, destacada em vermelho no gráfico abaixo, o Bitcoin confirmará o primeiro topo ascendente no gráfico diário, validando uma potencial reversão.”

Gráfico diário anotado de 4 horas BTC/USDT (Binance). Fonte: Crypto Investidor

Potencialmente, esta é a última barreira que separa o Bitcoin dos US$ 100.000. 

Conforme noticiado recentemente pelo Cointelegraph Brasil, Arthur Hayes, cofundador da BitMex e diretor de investimentos da Maelstrom, acredita que o Bitcoin pode atingir uma nova máxima histórica antes de enfrentar uma nova correção significativa.

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