Apesar de seu valor continuar acima de US$ 42 mil o preço do Bitcoin (BTC) deu sinal de fraqueza nos últimos 5 dias já que os touros não tiveram sucesso em sustentar o valor da principal criptomoeda do mercado acima de US$ 47 mil.

Desta forma, o Bitcoin vem registrando uma queda de mais de 8% nos últimos 7 dias levando consigo boa parte do mercado de criptoativos. Para o CEO da Brasil Bitcoin, Marco Castellari, este movimento já era previsto pois os anúncios recentes do governo americano trouxeram medo para o mercado de investimento como um todo.

"Como já era previsto, o Bitcoin e outros criptoativos iniciaram um movimento de queda após as declarações da diretoria do FED. O principal fator de influência nessa queda é o receio de um aperto monetário mais drástico nos Estados Unidos e maior aumento nas taxas de juros. Nos próximos dias o mercado cripto deve continuar em tendência de baixa.", disse.

Tammy Da Costa, Analista do DailyFX, destacou que após um primeiro trimestre volátil, as criptomoedas permaneceram relativamente fortes, recuperando-se da baixa de janeiro de 2022, que foi testada novamente em 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

"Embora os níveis técnicos continuem a ajudar na catalisação da ação dos preços, nas próximas semanas, uma extensão do conflito e as crescentes pressões inflacionárias provavelmente colocarão pressão adicional sobre os bancos centrais para retirar a flexibilização quantitativa e aumentar as taxas em um ritmo mais agressivo do que inicialmente esperado", destacou.

Desta forma, segundo ela, se isso ocorrer há uma probabilidade de que o Bitcoin volte a subir para US$ 48.000 no curto prazo.

4 criptomoedas que subiram mais de 16% enquanto o Bitcoin caiu 8%

Enquanto o Bitcoin caiu 8% e ainda mostra indecisão sobre seus movimentos no curto prazo, o analista Lucas Schoch, CEO e fundador da Bitfy, destacou as 4 criptomoedas que ignoraram a baixa do BTC e registraram alta de mais de 16% nos últimos 7 dias.

A primeira criptomoeda na lista de Schoch é a rede Celo, um ecossistema focado em fomentar a adoção de criptomoedas entre usuários de smartphone, incluindo principalmente o público de difícil acesso ao sistema bancário. 

Sua blockchain de primeira camada utiliza o protocolo de consenso PoS, e foi lançada em 2020, com o diferencial da permissão de criar smart contracts e Dapps, hoje a rede hospeda diversas stablecoins em seu portfólio de tokens, como cREAL, cUSD, e cEUR.

"Possui também seu token nativo, o CELO, um ativo usado para pagar taxas de transação, participar da governança e outras atividades relevantes, e que nestes últimos 7 dias vem em uma alta de 16%", disse.

Em segundo lugar, o analista aponta o Near Protocol, criado por Erik Trautman em abril de 2020, com o objetivo ser uma plataforma de computação em nuvem administrada pela comunidade, que elimina algumas das limitações como baixas velocidades de transação, baixo rendimento e baixa interoperabilidade.

"Esta semana a criptomoeda obteve uma valorização equivalente a 13,50%", destacou.

O analista também destaca a memecoin Dogecoin, que apresentou grandes picos de valorização nestes últimos anos devido a posts do fundador da Tesla, Elon Musk. Ela apresenta um Shiba Inu em seu logo, nesta última semana o ativo valorizou em torno de 5%.

Em quarto lugar, o especialista aponta a Terra (LUNA) usada para estabilizar o preço das stablecoins do protocolo. O Terra busca se diferenciar através do uso de stablecoins atreladas às moedas fiduciárias, ratificando sua atuação combinada aos benefícios da falta de fronteiras das criptomoedas, com a estabilidade diária dos preços destas moedas.

"Nestes últimos 7 dias a criptomoeda vem valorizando cerca de 4%, e mostra em seu gráfico uma descida vertiginosa, podendo desvalorizar nas próximas semanas", finaliza.

LEIA MAIS