Em meio a Crise, ABCB convoca reunião para debater saques de Bitcoin atrasados

A Associação Brasileira de Criptoativos e Blockchain (ABCB) convocou uma reunião com todos seus associados para debater a crise de credibilidade que vivem as plataformas de Bitcoin e criptomoedas no Brasil na medida em que pelo menos três empresas atuantes no setor enfrentam problemas com saques: Atlas Quantum, Grupo Bitcoin Banco e 3xBit.

A crise é ainda mais séria quando também é considerada a Unick Forex, suposta pirâmide financeira baseada em Bitcoins, que também não está 'pagando' seus clientes. Esta seria a pior crise da história do mercado de Bitcoin no Brasil.

Por seu lado, a ABCB também vem pasando por mudanças, segundo o portal CriptoFácil, em matéria publicada em 12 de setembro e por isso teria convocado a reunião inclusive para debater uam possível transição na organização já que Fernando M. Furlan se tornou Conselheiro Consultivo da Associação e deixou o cargo de presidente.

Recentemente a ABCB também teve duas baixas, a do diretor voluntário da Associação Courtnay Guimarães que renunciou ao seu cargo “até que que todas as mudanças pelas quais a ABCB está passando se assentem” e Emília Campos, ex-diretora da Atlas que também anunciou recentemente sua saída da Associação.

"– Update aos Associados do andamento do processo regulatório da criptoeconomia e dos trabalhos da ABCB com os reguladores; – Discussão do caso Atlas Quantum; – Data da Assembleia Geral Extraordinária", salienta a reportagem sobre a reunião da ABCB.

A ABCB têm sido amplamente criticada pela comunidade por sua 'ausência ' em se pronunciar sobre a situação de empresas que não estão completando o saque de seus clientes, entre elas, a própria Atlas Quantum que ajudou a fundar a instituição e o Grupo Bitcoin Banco.

Como noticiou o Cointelegraph, dois usuários da Atlas Quantum, plataforma que afirma investir em Bitcoin por meio de operações de trader e arbitragem, entraram na justiça pedindo, entre outros, o bloqueio do passaporte do co-fundador da empresa, Rodrigo Marques.

Segundo a petição inicial, os autores possuiam 445,63767023‬ Bitcoin na Atlas e enfrentaram dificuldades para concluir saques na plataforma após a determinação da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM). Os usuários fizeram um acordo com a empresa que prometeu pagar seus clientes, no entanto, não cumpriu a promessa.