Operando em um cenário de migração de liquidez para aos títulos do Tesouro do EUA, que atingiram recorde dos últimos 16 anos, e outros investimentos mais atrativos, o mercado de criptomoedas movimentava US$ 1,04 trilhão (-1,45%) nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (25) enquanto o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 26 mil (-1,83%) e respondia por 48,9% de dominância de mercado. A retração de preços era seguida pela maior parte das altcoins, apesar de algumas altas, inclusive de dois dígitos percentuais.
Em ascensão de +1,40%, o US10YT, Treasury de rendimento de 10 anos, por exemplo, atingia 4.502 pontos e apresentava forte pressão de compra. O produto é mais atrativo a investidores que optam por segurança e desfavorece a liquidez do capital de risco, ao qual as criptomoedas estão associadas. Não por acaso, o índice DXY, que mede a força do dólar americano, também estava em alta, em 105,64 pontos (+0,05%).
Na rota contrária, o S&P 500 fechou a última semana em 4.320,06 pontos (-0,23%), o Nasdaq se estabeleceu em 13.211,81 pontos (-0,09%) e o Dow Jones fechou em 33.963,84 pontos (+0,31%). Enquanto isso, o petróleo, cuja alta dos últimos dias acendeu o sinal de alerta dos investidores por ser um indicador de inflação e permanência das taxas de juros dos bancos centrais, cenário desfavorável às criptomoedas, mantinha-se em alta com o Petróleo Brent Futuros sendo negociado por US$ 92,09 (+0,14%).
As principais altcoins em capitalização de mercado operavam em uma zona negativa. Entre elas, o ETH se transferia por US$ 1.574,84 (-1,19%), o XRP se equiparava a 0,49 (-2,93%), o DOGE valia 0,060 (-1,36%), o TON se convertia em US$ 2,09 (-2,98%), o TWT se transformava em US$ 0,76 (-2,47%) e o OP era trocado por US$ 1,26 (-2,27%).
No campo positivo, o CRV estava quantificado em US$ 0,51 (+4,93%), o AXS estava estimado em US$ 4,60 (+3,68%), o FXS era comprado por US$ 5,54 (+3,35%), o WLD estava equiparado a US$ 1,68 (+6,43%), o CELR se pareava a US$ 0,012 (+4,12%), o CVX se nivelava por US$ 2,96 (+2,85%) e o ENJ era trocado por US$ 0,23 (+2,60%).
Quanto às altas de dois dígitos percentuais, o APT se transferia por US$ 5,69 (+10,59%), o LOOM se estabelecia em US$ 0,10 (+16,97%), o FTT era negociado por US$ 1,27 (+11,29%), o ERC20 era transacionado por US$ 0,013 (+11,39%), o AMO era vendido por US$ 0,00050 (+11,34%), o CON se transformava em US$ 0,0039 (+11,62%) e o LM se equiparava a US$ 0,015 (+34,84%).
Entre os destaques estava o Glimmer (GLMR), token da Moonbeam, uma parachain compatível com as redes Ethereum e Polkadot, negociado a US$ 0,22 (+34,48%) e com um pico de preço de pouco mais de 60% nas últimas horas. Alta que coincidia com a listagem da altcoin na exchange sul-coreana Upbit.

Gráfico de 24 horas do par GLMR/USD. Fonte: CoinMarketCap
Na última semana, enquanto especialistas alertavam para a possível continuidade de queda do Bitcoin por causa do peso do “gorila de 800 libras” e de um padrão histórico da criptomoeda, algumas altcoins subiam até 46%, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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