O preço do Bitcoin (BTC) caiu novamente abaixo de US$ 38 mil e, com isso, o medo voltou a tomar conta do mercado de criptomoedas que passou a temer um novo retrocesso no maior criptoativo do mercado e que poderia levar todo o ecossistema a perder valor.

Segundo uma análise da Transfero, que foi precisa no ano passado em acertar a alta do BTC em novembro, após o rompimento do canal de baixa, o preço do bitcoin perdeu um pouco da volatilidade, passando a se comportar de forma lateralizada, por volta do suporte de US$ 42,7 mil.

"Observando o gráfico (abaixo), é importante destacar que os preços estão se movimentando em uma tendência clara de alta, porém com volumes decrescentes. Isso é um sinal clássico, em análise técnica, de que essa tendência crescente está para ser revertida”, pontua a equipe da Transfero. 

Fonte: TradingView

Assim, de acordo com a equipe de analistas, geralmente ocorre uma desaceleração no ritmo de aumento de preços para, em seguida, ocorrer um movimento de queda.

“Dessa forma, o rompimento dessa tendência, pode levar o preço de volta ao patamar de US$ 37,5 mil, o que pode ser uma ótima oportunidade de compra”, destaca a Transfero.

Outro ponto que a Trasnfero destaca como importante é que a entrada no período de acumulação do bitcoin está ficando cada vez mais evidente. A análise gráfica demonstra uma queda crescente do número de bitcoins custodiados nas exchanges. 

Fonte: coinglass.com

“Isso representa um alerta de que parte dos grandes investidores estão retirando seus BTCs das corretoras e colocando-os em próprias carteiras seguras (cold wallets)”, explica a equipe da Transfero. Outro sinal disso é que, geralmente, em um período com essa configuração, os mineradores evitam colocar seus ativos à venda nas exchanges, apostando assim na alta do bitcoin no longo prazo.

Todos os indicadores técnicos são de baixa para o Bitcoin

Tammy Da Costa, analista do DailyFX, destaca que o BTC não é ativo que está isento das tensões da macroeconia e, portanto, os riscos geopolíticos crescentes pesaram sobre a criptomoeda.

Segundo Da Costa, à medida que as tensões entre a Rússia e a Ucrânia permanecem elevadas, a incerteza em torno do conflito e outros desenvolvimentos afetaram o apetite ao risco, afastando os investidores do Bitcoin e outros títulos 'mais arriscados' e para ativos de refúgio.

"Embora os fundamentos permaneçam na vanguarda do sentimento, a trajetória iminente do mercado de criptomoedas depende em grande parte de como a situação na Ucrânia se desenrola, pois esse provavelmente será o principal determinante do apetite ao risco nas próximas semanas. Se as tensões permanecerem elevadas, é provável que um teste da baixa de janeiro (US$ 32.933) deixe a porta aberta para um novo teste em US$ 28.000", disse.

Esta é a mesma opnião de um dos mais importantes traders e analistas do Bitcoin, Tone Vays, que emitiu um alerta apontando que todos os indicadores do BTC são de baixa.

“Estamos abaixo de todas as médias móveis… A média móvel [de 200 dias] está prestes a começar a cair. Isso não é um bom sinal... Este é um gráfico diário de má aparência. Se esta vela fechar abaixo de $ 38.500, é muito ruim… Esta seta [apontando para $ 25.000] é um pouco realista…Existe a possibilidade de um retorno à média móvel [de 50 dias]… Podemos estar novamente no fundo duplo com US$ 36.500 e, a partir daí, esse desastre pode ocorrer.”

 

No entanto Vays destacou que aqueles que tiverem paciência e acreditarem no Bitcoin irão presenciar sua vingança.

“Em um mundo de inflação, em um mundo de governos tirânicos confiscando seu dinheiro, o Bitcoin acabará por ultrapassar esse topo duplo e sair por cima do topo duplo com uma vingança. Lembre-se, quanto mais tempo o Bitcoin estiver deprimido abaixo de US$ 65.000, mais violento será o movimento de alta.  Para mim, isso é praticamente um fato. Quando isso vai acontecer? Não sei", finaliza.

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