Depois de sites e livros infantis, universo cripto no Brasil ganha canal no YouTube para crianças

Depois de sites e até livros infantis, universo das criptomoedas ganha canal no YouTube para ensinar sobre blockchain, Bitcoin, criptomoedas e finanças para crianças.

Muita gente diz que "educação financeira deveria ser ensinada nas escolas". Na realidade brasileira, isso ainda é um cenário distante, mas pequenas atitudes têm buscado resolver o problema do déficit de conhecimento sobre finanças dos jovens.

Em 2018, Andrew Courey, com apenas 11 anos de idade, escreveu o livro "Early Bird Gets the Bitcoin: The Ultimate Guide to Everything About Bitcoin", com objetivo de ensinar outras crianças sobre o assunto.

Depois, Brett Biery criou o livro "A Place in the Blockchain", um livro infantil feito justamente para explicar a tecnologia blockchain e o Bitcoin para crianças, tudo de forma bem simples. 

Mais recentemente, no início de 2019, chegou ao Brasil - com versão em português - a revista em quadrinhos “Bitcoin e Blockchain para Crianças”, produzida pela exchange 3xBit e distribuída gratuitamente em um site chamado "Bitcoin Kids".

Agora, as aulas de Bitcoin e blockchain para crianças chega ao YouTube, com o canal Epa Kids.

Produzido pela mesma equipe do canal "Epa Channel / Canal VoEpa" - que tem no anônimo "Vô Epaminondas" o seu personagem principal e que já conta com quase 50 mil inscritos, o canal "Epa Kids" quer alcançar o publico infatil, levando educação financeira e desmistificando as criptomoedas para crianças.

“O Epa Kids predente focar em brincadeiras e educação financeira. Ensinar as crianças sobre bitcoin, criptomoedas, oferecendo um contato divetido com estes temas ainda na infância”, disse o "Vô".  

A estratégia não é por acaso: como já reportou o Cointelegraph, o Brasil é o segundo país com mais investidores em criptomoedas no mundo. Além disso, o país tem registrado audiência recorde em canais infantis no YouTube.

Para se ter ideia, pelo menos 4 dos 10 maiores canais de YouTube do Brasil tem como público-alvo as crianças. Canais como "Galinha Pintadinha", por exemplo, possuem mais visualizações do que estrelas como Rihanna e youtubers famosos como Felipe Neto.