Depois de lançar o Libra, sua própria criptomoeda, Facebook alega que agora consegue ler mentes

Depois de anunciar o Libra, sua própria stablecoin que será lastreada em uma cesta de ativos, o gigante das redes sociais, o Facebook, anunciou o desenvolvimento de mais uma aplicação que, tal qual sua criptomoeda, pode despertar a 'ira' dos reguladores, segundo reportagem do TechCrunch, publicada em 19 de agosto.

Segundo a reportagem a rede social patrocinou um experimento realizado pela Universidade da Califórnia em São Francisco, EUA, que criou com sucesso um software que traduz os sinais do cérebro em um diálogo. Além do programa é preciso usar um eletrocorticografia de alta densidade (ECoG), que requer sensores implantados no cérebro, para que tudo funcione.

Os resultados da pesquisa foram publicados na Nature Communication que mostrou que os participantes da pesquisa responderam perguntas em voz alta e os pesquisadores usaram os sinais cerebrais emitidos durante o interrogatório para treinar a máquina a entender o que os voluntários disseram e ouviram. Em média, o software detectou corretamente as questões em 76% das vezes, e a resposta dos participantes, em 61%.

Embora a rede social tenha declarado que incentiva o estudo visando dar "voz" aqueles que estão impedidos de fazê-lo por questões de saúde, em Abril deste ano o também revelou ter uma equipe com 60 engenheiros trabalhando no que seria uma interface cérebro-computador, que tornaria qualquer um capaz de digitar e mover o cursor com o poder da mente, e sem implantes invasivos.

Na época, a empresa admitiu que seus desenvolvimentos também seriam utilizados para direcionar anúncios aos usuários. 

“Estamos desenvolvendo uma interface que permite a comunicação com a velocidade e a flexibilidade da voz e a privacidade do texto - especificamente, aquilo que você já decidiu compartilhar, enviado para o centro de fala de seu cérebro.”, disse na época Ha Thai, um porta-voz da empresa.

Como reportou o Cointelegraph, uma delegação da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos - o equivalente americano da Câmara dos Deputados brasileira - visitará a Suíça para abordar questões de criptomoeda, com foco especial na stablecoin ainda por ser lançada do Facebook, o Libra.

A delegação será composta de seis membros do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara e vai se reunir com o Comissário Federal Suíço de Proteção de Dados e Informação (FDPIC) Adrian Lobsiger para trocar ideias e opiniões sobre moedas digitais.