Até agora o ano de 2022 tem sido difícil para as criptomoedas, com grandes quedas de preços e agora escândalos de bugs e falhas ocorrendo. Ao diminuir a perspectiva, no entanto, podemos ter uma noção melhor do momento atual nos mercados de criptomoedas e mais clareza sobre seu futuro próximo.
Dizer que os últimos sete dias foram difíceis no mercado de criptomoedas seria redundante. Muita coisa aconteceu e a volatilidade parece ser o padrão vigente, então vamos começar com o Bitcoin.
O preço do BTC começou a cair desde o início do ano. No sábado da semana passada, dia 22 de janeiro, o preço passou dos US$ 39 mil para US$ 36 mil, mas os ursos ainda não terminaram. No final do dia, o BTC caiu abaixo dos US$ 35 mil e, nas horas seguintes, consolidou-se em torno desse nível. No domingo, a criptomoeda tentou se recuperar um pouco, mas falhou, atingindo uma alta ligeiramente acima dos US$ 36 mil na manhã da segunda-feira seguinte.
Fonte: ITB
E foi aí que as coisas começaram a ficar violentas. O preço foi subitamente derrubado para US$ 33 mil e até abaixo disso na Binance. O crash deixou centenas de milhões em liquidações em um único dia, derrubando ainda mais o sentimento de medo extremo do mercado. No entanto, o preço saltou no mesmo dia e saltou de US$ 33 mil para mais de US$ 37 mil, exibindo mais uma vez tremenda volatilidade. O BTC estava se recuperando aparentemente muito bem até a reunião do FOMC do Fed na quarta-feira.
Na última quarta-feira (26), em seus comentários, o presidente do Fed, Jerome Powell, não descartou a ideia de aumentos agressivos das taxas de juros, e admitiu que um possível aumento dessas taxas em cada reunião mensal do Fed não está fora de cogitação.
Com a expectativa do Fed aumentar a taxa de juros, os rendimentos dos títulos foram elevados, tornando os criptoativos e as ações de tecnologia, considerados mais voláteis e de maior risco, menos atraentes para o mercado.
Imediatamente após a reunião, o Bitcoin e Wall Street despencaram, pois Powell culpou o desequilíbrio de oferta e demanda pelo fato da taxa do CPI (índide que mede a inflação americana) estar bem acima da meta do Fed de 2%. Além disso, o presidente disse que “o Fed estará se afastando de uma política altamente acomodatícia para uma política substancialmente menos acomodatícia, para uma política que não é acomodativa, com o tempo”.
Mas essa não foi a única coisa que causou turbulência nos mercados. O banco central da Rússia também se manifestou a favor de uma proibição geral de criptomoedas no setor. No entanto, Vladimir Putin disse que a mineração de Bitcoin pode fornecer vantagens competitivas à Rússia e que eles já estão bem posicionados. Logo depois, o Ministério das Finanças do país propôs regular o setor em vez de bani-lo completamente.
Hodlers acumulando
Em todos os mercados de alta e baixa anteriores, vemos Hodlers (aqueles que mantêm por mais de 1 ano) repetir um padrão semelhante:
À medida que os preços atingem novas máximas, os Hodlers tendem a diminuir seu saldo, normalmente coincidindo com picos nos Traders.
Então, à medida que os preços caem 50% ou mais, o saldo total nos endereços de Hodlers continua subindo.
Aqui vemos o pico do saldo de Hodlers no final de 2020, quando o Bitcoin ultrapassou US$ 20 mil e estava em queda até algumas semanas atrás, confirmando que os Hodlers estão de volta ao modo de acumulação à medida que os juros de curto prazo desaparecem.
Fonte: ITB
Embora o volume de Hodlers esteja crescendo, ainda não está claro se o Bitcoin e as criptomoedas atingiram o fundo do poço. No entanto, o aumento da atividade de compra de investidores de longo prazo pode ajudar.
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