O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, destacou hoje, 28 de novembro, durante o LIFT Learning que é importante para o sistema financeiro do Brasil adotar blockchain e outras novas tecnologias sem perder de vista a segurança do sistema.
Segundo Neto, nos próximos anos o sistema financeiro será cada vez mais tecnológico e diferente, por isso, é importante entender o processo de modernização e intermediação financeira junto com a adoção de novas tecnologias.
"Precisamos implementar todas estas novas tecnologias que estão avançado como blockchain, cloud entre outras, sem contudo perder de vista a segurança do sistema", disse.
Durante o evento, promovido pelo Banco Central e pela Fenasbac (Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central), foi lançado oficialmente o LIFT Learning, um ambiente colaborativo aberto para aproximar o meio acadêmico e as empresas do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Segundo um comunicado de imprensa compartilhado com o Cointelegraph, no LIFT Learning, empresas com necessidades específicas no desenvolvimento de soluções inovadoras poderão contar com o apoio de universidades, criando oportunidade de aprendizado experiencial e fomentando o empreendedorismo na formação dos estudantes.
"A parceria ocorrerá tanto com o oferecimento de incentivos pelas empresas participantes, na forma de prêmios e bolsas de pesquisa ao meio acadêmico, como também por meio de agências de fomento. O primeiro ciclo da iniciativa ocorrerá em 2020, dentro do calendário acadêmico das universidades interessadas", disse o comunicado.
A iniciativa é derivada do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT), um laboratório virtual lançado em maio do ano passado, com objetivo viabilizar e promover protótipos de inovação financeira e tecnológica para o SFN.
Como noticiou o Cointelegraph, recentemente, Campos Neto, destacou que as criptomoedas atendem a uma demanda da 'nova era digital' que 'pede' pagamentos rápidos, seguros, transparentes e baratos. No entanto, segundo ele, o 'problema' do Bitcoin é que ele ainda não 'dialoga' com a economia global.
"Se o mundo fosse um país só as criptomoedas seriam uma grande solução (...) É um grande produto e pode gerar grande eficiência, mas o problema é a interoperabilidade com a economia global”, destacou.
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