Marcelo Sampaio #8

CEO da Hashdex

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Marcelo Sampaio & CEO da Hashdex
Categoria Investimento
Formação PUC-RJ
Conhecido por Fundar a Hashdex, fintech especializada na gestão de ativos focada em criptomoedas
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Uma das grandes inovações que a blockchain traz é a capacidade de eliminar intermediários distribuindo riqueza ao fazê-lo. Em 10 anos, cripto será mainstream não só para investimentos, mas para o uso cotidiano.

Bio:

Marcelo é cofundador e CEO da Hashdex. Anteriormente, foi cofundador da Endless Inc, em San Francisco nos EUA, onde serviu como CGO por 6 anos. Ele se envolveu com o mundo cripto em 2011.

Como vinha da indústria de software – foi executivo de Microsoft e Oracle, onde passou mais de 10 anos -, e com seu background de venture capital - tendo investido em mais de 50 empresas no Brasil e no exterior - entendeu cedo que cripto se tratava de um fenômeno disruptivo, que fatalmente transformaria mercados e estruturas.

Em fevereiro de 2018, fundou a Hashdex, hoje a maior gestora de criptoativos no mercado financeiro brasileiro.

O impacto do Covid-19 no mercado de criptomoedas

Cripto, assim como o mundo tecnológico em geral, deve se beneficiar da pandemia, uma vez que os lockdowns deve ser acelerar globalmente a digitalização da sociedade.

No primeiro momento da crise, basicamente todos ativos do mercado financeiro, em boa parte influenciado por fatores técnicos e de liquidez, tornaram-se significativamente mais correlacionados: ações, no Brasil e no exterior, fundos imobiliários, ouro, Bitcoin... Cripto acompanhou o movimento dos outros ativos de risco.

Porém, em meados de março, começou uma recuperação forte no mundo, uma semana antes das classes tradicionais, que no Brasil foi acentuada pela drástica depreciação do câmbio.

A despeito da situação econômica ruim praticamente no mundo todo, nossa visão para o futuro de cripto continua mais positiva do que nunca. Os fundamentos de longo prazo permanecem inalterados, bem como o seu poder de diversificação com as classes tradicionais.

O mercado global de criptomoedas daqui a 10 anos

Em 10 anos tenho grande convicção de que cripto será mainstream não só para investimentos, mas como será parte do uso diário das pessoas pelo mundo.

Nossa visão na Hashdex é de que blockchain é uma nova internet. Se a primeira (internet) ressignificou o conceito e o uso de informação, blockchain fará algo similar com o “valor”, permitindo que ativos de todos os tipos sejam trocados de forma tão simples como consumimos e criarmos hoje informação. Daí o termo: internet do valor.

O futuro para as criptomoedas no Brasil?

Uma das grandes inovações que blockchain traz é a capacidade de eliminar intermediários distribuindo riqueza ao fazê-lo.

O Brasil como um país extremamente burocrático, mas ao mesmo tempo com uma economia enorme, tende a se beneficiar tremendamente em ambos os fronts.

Dito isso, penso que assim como a internet, blockchains e criptos são fenômenos mais globais do que locais. De forma que as redes ganharem tração, beneficiarão mais o mundo unilateralmente, do que um país ou outro.

Será que o Google beneficiou mais um país do que outro? Talvez! Mas é mais fácil pensar em como o Google mudou a internet (e, portanto, o mundo) do que um país determinado.

Seu papel na indústria de criptomoedas e blockchain

Tive a sorte de descobrir cripto cedo e (estudando à beça) entender o potencial transformacional que este tem de fazer a sociedade progredir enquanto cria riqueza.

Como Hashdex, acho que nossa principal contribuição à indústria vem sendo conseguir democratizar o acesso a investimentos de longo prazo em cripto de forma barata, segura e regulada.

Pessoalmente, meu papel nisso tudo tem sido de animar um monte gente sobre um futuro provável com blockchain, explicando de forma mais simples um tema ainda abstrato e, portanto, ainda complicado.

No final das contas, acho que virei um grande contador de histórias.