Bio:
André Franco é formado em engenharia mecatrônica pela USP sempre gostou de empreendedorismo e finanças. Ainda na faculdade, ganhou um prêmio para receber mentoria durante 12 meses do alto board da GE Healthcare, para desenvolver um projeto na área da saúde que recebeu o reconhecimento do Open Startup Brasil e do Prêmio da câmara Brasil-Alemanha de inovação. Na área de finanças foi co-fundador do Investeaê, um projeto que tinha o objetivo de ajudar jovens a investir melhor e até o seu encerramento ajudou mais de 80 mil pessoas.
André é investidor de criptomoedas desde 2015 e em 2017 passou a viver profissionalmente desse mercado trabalhando na Empiricus, através da qual publicou o livro “Criptomoedas Melhor que Dinheiro”, além de ser colunista do Crypto Talks.
O impacto do Covid-19 no mercado de criptomoedas
Se soubesse que uma pandemia iria assolar o mundo, que as bolsas no mundo inteiro iriam cair e que os bancos centrais imprimiriam quantidade de dinheiro sem precedentes, eu teria apostado no mercado de criptomoedas e no ouro e essa teria sido uma alocação muito errada no curto prazo.
Por isso, não há como negar que o impacto atual do Covid-19 foi real e negativo no mundo das criptomoedas.
Por outro lado, acredito que esse choque na economia mundial e a reação exagerada dos bancos centrais vão ter consequências de segunda e terceira ordem que não podemos imaginar por agora mas que de alguma forma podem questionar o valor do dinheiro.
O mercado global de criptomoedas daqui a 10 anos
Melhor do que estamos hoje. O mercado tradicional ainda olha para cripto com muito desdém ou como um mercado tão especulativo que não merece ser levado a sério. Mas, se traçarmos um paralelo com a internet, sua desconfiança e posterior evolução, podemos ver uma clara semelhança que, se não se repete, pelo menos rima.
Por isso, vejo que em 2030 já teremos evoluído bastante e muita coisa inimaginável hoje de ser feita na blockchain será realidade em uma década. Por isso minha principal aposta para como o mercado estará em 2030 é que teremos dentro do Top10 dos criptoativos em tamanho de mercado, pelo menos 5 ativos que ainda não foram criados hoje.
O futuro para as criptomoedas no Brasil?
O Brasil ainda precisa evoluir muito para fazer parte do cenário global. No entanto, assim como em outras diversas áreas de inovação, o mundo ama o nosso país e sempre que falo com estrangeiros sobre o ecossistema local eles se interessam justamente por acreditarem que temos um imenso mercado consumidor para diversos produtos.
Por isso acredito que temos todas as condições de ter um mercado importante no cenário das criptomoedas, mas precisamos de maturação local que só deve vir com o tempo.
Seu papel na indústria de criptomoedas e blockchain
Acredito que o trabalho que faço junto a minha equipe tem o intuito de trazer discussões mais profundas e análises mais voltadas para os fundamentos desses mercado, que ainda são poucos e estão sendo colocados a prova. Outro papel que acredito cumprir é o de educador, pois ainda temos muita desinformação e golpes nesse mercado.
Por isso, é fundamental alertar aos novatos nessa classe de investimentos o que é verdadeiro e o que é golpe. Futuramente, acredito que ainda posso estar contribuindo da mesma forma para esse mercado, tanto como analista quanto como educador.