A World projeto de identidade digital do criador da OpenAI, San Altman e que engloba a criptomoeda Worlcoin (WLD), anunciou nesta terça, 12, o lançamento oficial do projeto no Brasil. O lançamento foi realizado por Rodrigo Tozzi, gerente de operações para a Tools for Humanity (TFH), uma colaboradora da World.
Tozzi revelou que no Brasil, o lançamento acontece oficialmente no dia 13, com mais de 10 centros de verificação na cidade de São Paulo que contam com o Orb, o hardware de verificação de humanidade da empresa.
"Da primeira vez que estivemos no Brasil, foi apenas um teste, um piloto, não um lançamento oficial. O lançamento de verdade acontece amanhã. Esse piloto foi realizado em diversos países ao redor do mundo justamente para entender e testar os mercados antes de realizar o lançamento oficial", revelou.
Além disso, o executivo revelou que a operação no Brasil será exclusivamente por agendamento, o que significa que os usuários que desejarem verificar sua humanidade, precisam baixar o app e fazer um agendamento para serem verificados.
"Nossa escolha de localização e geografia visa maximizar o acesso da maioria da população à verificação. Realizamos estudos geográficos para criar a maior oportunidade possível para que todos possam se verificar. Por enquanto, não temos datas ou planos específicos de expansão. Naturalmente, nosso objetivo é levar essa oportunidade para o maior número de pessoas possível, mas ainda não temos um prazo ou data específica", revelou.
Todo usuário verificado recebe aproximadamente 53 tokens, sendo 25 tokens 'liberados' em até 48 horas e o restante é distribuído mensalmente ao longo de 12 meses. Além disso, o app da World permite que o WLD seja convertido em Reais diretamente no aplicativo e o valor em reais pode ser transferido diretamente para a conta bancária, via PIX.
O executivo destacou também que na Argentina há uma parceria, em fase de testes, com a Rappi, na qual os usuários podem solicitar uma "Orb delivery", ou seja, a Orb vai até o usuário para fazer a verificação.
"Esta parceria está em fase inicial e deve começar em algum país da América Latina, inicialmente na Argentina, para testes e aprimoramento antes de considerar a expansão para outros países", afirmou Tozzi.
A World também revelou que há diversas aplicações para o projeto, sendo algumas lançadas no World Day e outras que serão lançadas em breve, como uma solução que permite inserir um QR code em uma videoconferência, provando que você é um humano verificado.
"Há uma série de aplicações e soluções sendo desenvolvidas para criar novos casos de uso. Gostaria de ressaltar que o principal objetivo da World no momento é construir uma base sólida de pessoas verificadas. Sem essa base, é impossível implementar aplicações de uso prático. Por exemplo, poderíamos dizer ao Zoom para verificar se a pessoa do outro lado é realmente um humano, não um deepfake. Mas, para isso, precisamos de uma quantidade significativa de pessoas verificadas.
Hoje, estamos focados em alcançar esse número, pois é o nosso objetivo principal. As parcerias e formas de implementação no longo prazo serão um objetivo secundário", revelou.
De olho no Drex e Banco Central
Segundo Ana Carvalhido, responsável pelo relacionamento com autoridades públicas aqui no Brasil, tem acompanhado os processos de consulta pública para ativos digitais realizado pelo Banco Central e estuda se vai ou não participar do processo, além disso, está de olho no Drex e avalia a oportunidade de entrar na segunda fase do projeto da CBDC nacional.
"Encaminhamos a questão para nossa equipe jurídica, que está avaliando a regulamentação para decidirmos se vamos participar ou não. Sobre o DREX, ainda não iniciamos conversas, mas estamos abertos a avaliar essa possibilidade. Nossa operação no Brasil é recente, então estamos estudando alguns pontos específicos e temos o Banco Central em nosso radar", afirmou.
O executivo destacou também que no Brasil, já ocorreram diversas reuniões com reguladores, incluindo o Ministério da Ciência e Tecnologia e que o principal propósito do World é garantir uma identificação anônima, permitindo que apenas humanos reais tenham acesso a determinados serviços e funcionalidades, excluindo bots e contas duplicadas. Essa tecnologia é especialmente relevante em setores como games, onde disputas podem ser equilibradas entre humanos, reduzindo a interferência de bots. Além disso, ajuda a prevenir perfis falsos e contas fraudulentas, tornando o ambiente digital mais seguro e confiável.
O protocolo World já conta com mais de 7 milhões de humanos verificados e mais de 16 milhões de usuários no World App. Com mais de 900 ORBs (equipamentos de verificação) espalhados em mais de 20 países, o projeto chega agora ao Brasil, onde o lançamento acontece amanhã, dia 13. São Paulo será a cidade pioneira, com mais de 10 centros de verificação operando sob agendamento prévio para garantir a melhor experiência ao usuário.
"O protocolo World é sustentado por diversos componentes:
- World App: um aplicativo que inicia a jornada do usuário no protocolo, oferecendo uma carteira digital de autocustódia para armazenamento de criptoativos.
- ORB: um dispositivo físico responsável por realizar a verificação de humanidade por meio de escaneamento de íris.
- WorldID: uma credencial digital que atesta a humanidade do usuário sem expor sua identidade.
- WorldCoin: uma criptomoeda com o objetivo de promover inclusão financeira digital.
- WorldChain: uma blockchain que prioriza transações humanas sobre bots, garantindo um sistema mais justo e seguro", disse.
Tozzi também destacou que a prova de humanidade oferecida pela Worldcoin garante que nenhuma informação pessoal, como nome, seja necessária para a verificação. Todo o processo ocorre de forma a manter a privacidade do usuário: após a verificação, os dados biométricos são criptografados e enviados para o dispositivo do usuário, sendo em seguida apagados do dispositivo ORB.
A World utiliza tecnologias de aprimoramento de privacidade (PDTs) para assegurar que as informações dos usuários estejam sempre protegidas.
"Com a inteligência artificial cada vez mais avançada em simular comportamento humano, é fundamental construir métodos que validem a humanidade sem comprometer a identidade. Segundo a Worldcoin, 80% das pessoas acreditam que a biometria pode melhorar a segurança online, enquanto 91% apoiam o desenvolvimento de novas ferramentas antifraude. Além disso, 70% dos entrevistados demonstram interesse em saber se determinado conteúdo foi criado por IA", apontou.