Por que o FMI quer entrar no mercado cripto com sua própria moeda

Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, teve muitas coisas positivas a dizer sobre o potencial das moedas digitais e seu modelo disruptivo, mas agora acrescentou que o FMI não descarta a criação de sua própria versão.

Recentemente, a Rússia entrou no espaço descentralizado de moeda digital com seu "CryptoRuble" e pode ser que as organizações, bem como os estados, vejam o valor das moedas digitais, mas as que elas podem controlar e emitir.

Sobre ver perturbações maciças

A chefe do FMI disse antes que ela retrata sua organização desempenhando um papel crucial na regulação das criptomoedas globalmente, mas de forma positiva, como ela parece estar do lado de Bitcoin.

Lagarde é da opinião que as instituições financeiras globais estão correndo risco ao não assistir e compreender produtos de tecnologia financeira emergentes e que já estão começando a agitar os serviços financeiros e o sistema de pagamentos globais.

"Eu acho que estamos prestes a ver disrupções maciças", disse Lagarde disse no Encontro Anual do FMI em Washington D.C.

O FMI desenvolve a sua própria 

Observando sobre algo que o FMI já criou, comparando-o com as moedas digitais, Lagarde disse que o FMI não descarta o desenvolvimento de sua própria criptomoeda no futuro.

Ela apontou para o Special Drawing Right (SDR) do FMI, uma moeda criada pelo FMI para servir como um ativo de reserva internacional, que poderia incorporar tecnologia semelhante às criptomoedas.

"O que investigaremos é como essa moeda, o special drawing right, pode realmente usar a tecnologia para ser mais eficiente e menos onerosa", disse ela.

O FMI está considerando entrar no criptoespaço, e com suas esperanças de regulá-lo, Lagarde diz que faz sentido simplesmente devido à natureza transfronteiriça do mesmo.

"Espero que possamos participar nesse processo porque vejo isso como um processo muito transfronteiriço", acrescentou.


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