Nestes 4 primeiros meses do ano o movimento no preço do Bitcoin pode não ter sido o que os traders e analistas imaginavam em novembro/dezembro do ano passado quando, impulsionado ainda pelos ETFs de BTC nos EUA o valor da maior criptomoeda do mercado passou de US$ 69 mil.
Na análise trimestral sobre o valor do Bitcoin (BTC), a criptomoeda se comportou de forma lateralizada (entre o início de janeiro e o fim de março de 2022), com uma leve tendência de alta, segundo avaliação da Transfero compartilhada com o Cointelegraph.
Na análise da equipe da Transfero, os “bears” tomaram conta de todo o mês de janeiro e o movimento de queda fez com o preço do bitcoin alcançasse a mínima do período, chegando a bater US$ 32,9 mil.
No entanto, após esse período de baixa, o BTC se recuperou e teve uma boa subida durante o mês de fevereiro, alcançando a marca dos US$ 42,7 mil. Mas a guerra declarada entre Rússia e Ucrânia, no final do mês, deixou os investidores em alerta.
Com isso, segundo a equipe da Transfero, o Bitcoin passou a se comportar como uma “gangorra”, subindo e descendo de acordo com as notícias sobre o conflito. Logo que a Rússia invadiu a Ucrânia, na madrugada de 24 de fevereiro, a tensão levou o bitcoin a ser negociado abaixo dos US$ 35 mil, reforçando o receio dos investidores.
“Isso mostrou, mais uma vez, que em momentos de crise sempre acontece uma corrida por liquidez, por parte dos principais investidores do meio cripto”, comentaram os especialistas da Transfero.
A equipe da Transfero mencionou também que, além da tensão política e econômica, tanto a Rússia quanto a Ucrânia são países que se destacam no mundo cripto, pois ambos concentram grande parte da mineração do BTC, e isso fez com que o preço da moeda se desestabilizasse, já que a guerra trouxe um aumento do risco de perda de energia em um destes países.
Por outro lado, após as sanções econômicas que a Rússia sofreu devido aos ataques à Ucrânia, o bitcoin se valorizou rapidamente, voltando ao patamar acima dos US$ 42,7 mil. E isso, conforme a Transfero, foi um sinal de que tanto o governo russo quanto seus cidadãos buscaram segurança no mercado cripto, evidenciando que o bitcoin pode, sim, ser usado como reserva de valor e proteção contra as crises políticas/econômicas.
Bitcoin fica no 'chove não molha'
Segundo a equipe da Transfero, o gráfico do BTC evidencia que estamos em um período de lateralização, no qual o BTC sofre variações na faixa entre US$ 47 mil e US$ 37,5 mil.
Fonte: TradingView
“Isso abre janelas de oportunidades no curto prazo de venda (US$ 47 mil) e compra (US$ 37,5 mil) do principal ativo do mercado”, disse a equipe de especialistas da Transfero.
Nesse período, a análise é de que estamos entrando em um momento de acumulação, no qual parte dos grandes investidores estão retirando seus BTCs das corretoras para suas próprias carteiras seguras (cold wallets).
Além disso, segundo a empresa, esse movimento de laterização é reforçado pelo fato de que os mineradores, em situações assim, geralmente evitam colocar seus ativos à venda nas exchanges, apostando na alta do BTC no longo prazo.
4 criptomoeda que subiram mais de 37%
Enquanto o Bitcoin não decide seu caminho e fica negociando lateralmente, Lucas Schoch, CEO e fundador da Bitfy, apontou 4 criptomoedas que ignoraram o BTC e subiram mais de 37% nos últimos 7 dias.
Em primeiro lugar na lista do analista está o STEPN, um aplicativo moldado através da Web 3.0 onde os usuários podem adquirir tênis como NFT’s. O app possui uma carteira digital própria e um marketplace onde as transações acontecem, podendo efetuar compras ou locações dos mais variados estilos de tênis.
"O ativo criado pela Find Satoshi Lab, nesta última semana valorizou acima de todas as outras criptomoedas, chegando a uma alta equivalente a 76%", disse.
Na segunda colocação, Schoch aponta a ApeCoin, um token ERC -20 de governança do APE Ecosystem, lançado na Blockchain da Ethereum. O projeto é inspirado no Bored Ape Yacht Club da Yuga Labs, e fornece uma infraestrutura para que os detentores de APE colaborem por meio de processos de governança abertos e sem permissão.
"Nos últimos sete dias o token registrou uma alta de 37%, muito abaixo da incrível alta de 1230% do último mês, entretanto, demonstra que tem grande potencial de valorização", destacou.
Na terceira posição o analista aponta o protocolo de liquidez DeFi, o THORChain, que permite aos seus usuários trocarem de maneira fácil suas criptomoedas em uma variedade de redes sem que percam a custódia total de seus ativos no processo.
A plataforma possui um token de utilitário nativo, RUNE, usado como a moeda base no ecossistema THORChain, que também é utilizado para governança e segurança da plataforma como parte dos mecanismos de resistência.
"Funciona da seguinte maneira, os usuários podem realizar a troca de um ativo por outro em um ambiente sem intermediários, sem precisar depender de livros de pedidos para obter liquidez. Nesta última semana a criptomoeda está obtendo uma alta de aproximadamente 30%", destacou.
Para fechar a lista o especialista indica a Aave, um protocolo DeFi que permite aos seus usuários emprestarem e tomarem emprestado criptomoedas para constituir liquidez, onde os credores ganham juros depositando os ativos digitais em pools de liquidez.
Após um rebranding em setembro de 2018, a ETHLend, como era chamado quando foi lançado, passou a ser Aave, e passou a oferecer aos titulares taxas com desconto, além de servir como um token de governança (que dá aos proprietários o poder da opinião sobre o desenvolvimento futuro do protocolo).
"Nesta última semana o protocolo que gera liquidez aos seus usuários está valorizando o equivalente a 20%", finaliza.
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