O que é 5G e qual a diferença na cobertura das rede 3G, 4G e 5G?

A tecnologia 5G vem sendo apontada como possível propulsora de novas aplicações que podem mudar a forma como nos relacionamos com dispositivos e com a própria sociedade. Dentro deste contexto blockchain também pode se beneficiar pois especialistas acredtam que DLT deve ser a espilha dorsal para impulsionar a interação entre as diferentes conectividades.

Soluções de layer 2, como Lightning Network, para o Bitcoin, além de propostas para Ethereum buscam habilitar as principais criptomoedas para o 5G. De olho nesta revolução, foi criada por exemplo, a IOTA e a rede Tangle, que promete ser a ponte para garantir esta 'segurança' em uma rede de informações compartilhadas entre diferentes parte e aparelhos, como geladeiras 'conversando' com carros, com assistentes virtuais no celular, lampadas e toda uma gama de dispositivos.

O diretor comercial da área de Mobile Connectivity Solutions da Thales no Brasil, Andre Mattos, em um artigo enviado ao Cointelegraph, explicou as diferentes entre os diferentes tipos de conecção e destacou o potêncial de tecnologia 5G para ajudar na construção de uma nova era de interação máquina-a-máquina.

"Com a rede 3G, os smartphones têm, em geral, velocidades de download de até, aproximadamente, 2 Mbps (megabits por segundo). Em comparação, as redes 4G permitem download a velocidades de cerca de 3 a 5 Mbps, que é quase a mesma velocidade que muitos computadores domésticos recebem via modem a cabo ou DSL. A velocidade de download de pico das redes 5G é de até 20.480 Mbps, o que representa um enorme avanço, se comparado a qualquer geração anterior.", destaca Mattos.

Segundo ele, com uma geração de rede mais alta, há uma maior capacidade, o que significa que a rede pode suportar um maior número de usuários a qualquer momento. As redes 5G permitiram download de taxas de dados mais altas, de modo que as aplicações de multimídia, tais como vídeo-chamadas ou serviços de streaming como o YouTube, funcionam mais facilmente.

"Com uma torre 3G, cerca de 60 a 100 pessoas podem compartilhar o sinal e receber um serviço rápido e confiável. Uma torre 4G, no entanto, pode atender cerca de 300 ou 400 pessoas. À medida que as gerações de rede evoluem, os engenheiros e programadores armazenam o máximo de dados digitais possível em cada sinal de rádio para maximizar a velocidade e a eficiência da rede. A diferença entre essas gerações é simplesmente uma rede que melhora a experiência anterior da Internet – não que a 4G seja duas vezes melhor que a rede 3G."

Mattos observa que cada rede  traz um avanço com relação a anterior, no caso a rede 4G é espectralmente mais eficiente que a rede 3G, assim como a rede 5G é espectralmente mais eficiente que a rede 4G. Cada geração fornece mais dados por hertz do que a geração anterior. A rede 3G funciona em frequências de até 2.1 GHz, a rede 4G em até 2.5 GHz e a rede 5G em até 95 GHz. Esse é o motivo de tanto entusiasmo em torno da rede 5G.

"A rede sem fio de quinta geração aborda a evolução além da Internet móvel até a Internet das Coisas (IoT).  Os recursos da rede são muito mais rápidos do que nas gerações anteriores e, portanto, podem conectar mais objetos do que nunca antes, incluindo itens como veículos e casas conectados e cidades inteligentes, enquanto a velocidade e confiabilidade da rede 5G significarão a possibilidade de uma nova era da saúde eletrônica, por exemplo. As redes 5G também usarão “pequenas células”, em contraste com as “macrocélulas” usadas nas redes 4G. Simplificando, isso significa que elas são menores em tamanho, exigem menos energia e podem ser instaladas muito mais rapidamente."

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), também tem destacado a baixa latência das redes 5G como uma de suas principais caracteristicas para ajudar a impulsionar IoT, “as redes em 5G estão sendo projetadas para possuírem baixa latência e capacidade para suportarem grande número de conexões simultâneas, com baixo consumo de energia. Por essa razão, têm condições mais propícias para a expansão do uso de dispositivos IoT”, disse a autarquia.

"Não importa a rede de telefonia celular, o sinal vem das frequências usadas. Em geral, as baixas frequências são mais confiáveis e capazes de penetrar em obstáculos tais como prédios. E é por isso que a rede 3G geralmente funciona em mais lugares do que a rede 4G. As frequências mais altas são mais diretas, mas também são mais facilmente dispersas por objetos. As operadoras móveis que queiram prestar serviços mais confiáveis terão como objetivo o uso de frequências mais baixas.

No entanto, aquelas que desejarem que seus clientes tenham acesso a velocidades de download mais rápidas também terão como objetivo o oferecimento de frequências mais altas. À medida que a rede 5G use frequências mais altas, com um alcance mais limitado, será necessária a instalação de um número maior de torres 5G para sustentar a confiabilidade da rede. No entanto, como as torres 5G são menores e não exigem uma “torre” propriamente dita, elas podem ser colocadas em edifícios e postes, por exemplo." finaliza Mattos.

Como noticiou o Cointelegraph, o Google anunciou que a nova versão do Android, sistema operacional que domina os smartphones no mundo, terá suporte para a tecnologia 5G.

A nova versão, o Android 10, vinha sendo testado pela empresa desde maio, e agora chega com mais recursos e compatibilidades ao usuário, além de quase 50 novas funcionalidades e mudanças voltadas a privacidade e segurança. O suporte para a rede 5G pode inaugurar uma nova era para a internet e impulsionar aplicações baseadas em blockchain  e DLTs que são vistos como espinha dorsal para a Internet das Coisas, IoT.