Na última quarta-feira (9), uma movimentação massiva de mais de US$ 20milhões em Bitcoins (BTC), a partir de uma carteira que estava desativada desde outubro de 2010, levantou suspeitas na comunidade cripto de que o maior entusiasta da principal criptomoeda do mercado possa ter ‘eventualmente retornado às atividades'. No caso o criador, ou criadores, do Bitcoin: Satoshi Nakamoto. A transferência de 489 BTC foi rastreada pelo bot da plataforma Whale Art, que usou o Twitter para informar seus mais de 2,1 milhões de seguidores.
💤💤 A dormant address containing 489 #BTC (20,242,263 USD) has just been activated after 11.4 years (worth 50 USD in 2010)!https://t.co/iMaawgLGXd
— Whale Alert (@whale_alert) March 10, 2022
O início do ‘adormecimento da baleia’, há 11,4 anos, antecede em aproximadamente seis meses o dia 26 de abril de 2011, quando o lendário pseudônimo supostamente se despediu da comunidade cripto com a mensagem: "Eu mudei para outras coisas." Data em que Satoshi Nakamoto teria desaparecido dos rastreamentos.
Além de um possível ou, pelo menos, desejado ressurgimento de Satoshi Nakamoto, a movimentação da baleia também chamou a atenção pela valorização de 22.805.476% do Bitcoin quando calculado o valor da cotação do BTC pelo mapeamento do CoinMarketCap na tarde desta sexta-feira (11), US$ 38.769,48, em relação aos US$ 0,17 registrados quando a baleia iniciou seu ‘sono profundo.’
Gráfico histórico do Bitcoin (BTC). Fonte: bitcoin.zorinaq.com
Entretanto, o percentual pode ser ainda maior, uma vez que a plataforma sugere que os Bitcoins em posse da baleia naquela época valiam US$ 50, embora os gráficos históricos do BTC indiquem que no final de outubro de 2010, quando a baleia ‘adormeceu’, o Bitcoin já registrava uma valorização em torno de 70% em relação ao início daquele mês.
Coincidência ou não, na madrugada do mesmo dia 9, o bilionário Elon Musk usou o Twitter para lembrar Satoshi Nakamoto por meio de um anagrama formado por nomes de gigantes do setor tecnológico, dando a entender que as empresas poderiam estar por trás do pseudônimo do criador, ou criadores, do Bitcoin, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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