Na última semana, todos os olhos estavam voltados para o conflito entre Rússia e Ucrânia, enquanto os mercados globais e as criptomoedas apresentaram a volatilidade esperada nesses momentos de crise global.

Ao longo do conflito que se já arrasta por 10 dias, a UE e os EUA aplicaram sanções que afetam os 5 maiores bancos russos, agora expulsos do sistema internacional de compensações, o SWIFT. A moeda fiduciária do país – o rublo – derreteu desde o início do conflito, aumentando o impacto econômico sobre o gigante euroasiático.

A Rússia também foi atingida de forma mais ampla por severas sanções econômicas, causando efeitos em cascata nos mercados. As medidas levaram o rublo russo a cair 25% desde que a invasão começou em 24 de fevereiro.

Em contraste, os mercados de Bitcoin viram valorização, à medida que o volume de negócios disparou na Rússia e na Ucrânia. A criptomoeda disparou na segunda-feira da semana passada e saltou de cerca de US$ 38 mil para US$ 44 mil na terça-feira. Nos dias seguintes, o preço se consolidou em torno desse nível e hoje o BTC arrefeceu para abaixo de US$ 40 mil.

O Bitcoin liderou os macro mercados com um aumento de 8% desde a invasão, enquanto o S&P 500 e o ouro subiram 3% e 2%, respectivamente. Os movimentos opostos entre o rublo e o Bitcoin também levaram a criptomoeda a superar a capitalização da moeda oficial da Rússia.

Fonte: ITB

Não foi a primeira vez que isso aconteceu. A avaliação do marketcap do Bitcoin já havia superado o Rublo duas vezes durante março e setembro de 2021. Desta vez, o crash do rublo torna provável que o Bitcoin supere a moeda da Rússia por um período prolongado de tempo.

Entre as principais moedas do mundo, o Bitcoin já é a 14ª maior moeda com base no fornecimento oficial de moedas fiduciárias pelos bancos centrais e seu preço em dólar.

Além disso, com a subida do Bitcoin, ressurgiram sinais de atividade especulativa.

Fonte: ITB

Traders crescendo

O número de endereços com Bitcoin por menos de 30 dias vem subindo desde meados de fevereiro. Os endereços de 30 dias cresceram particularmente mais rápido desde a invasão da Ucrânia.

O crescimento dos traders de curto prazo ultrapassou o dos investidores de longo e médio prazo ao longo do mês passado. Mergulhando mais profundamente nos dados on-chain, podemos entender melhor quem está comprando durante o recente rali.

Fonte: ITB

O saldo agregado de endereços com 0,1 a 1 BTC atingiu um recorde de mais de 780.000 Bitcoin.

O grupo que detém entre US$ 4.000 e US$ 40.000 em Bitcoin foi o que mais cresceu no mês passado. Isso sugere que os comerciantes de varejo estão comprando, baseados em especulações sobre a Rússia usando criptomoedas para contornar as sanções circulando, o que não está provado.

Ao mesmo tempo, pode ser preocupante que o grupo com maior queda nas participações seja aquele com 10 mil a 100 mil BTC. Isso explica as recentes quedas, na qual o Bitcoin vem passando há uma semana.

No geral, isso sugere que as grandes instituições podem estar tirando o risco da mesa à luz da incerteza geopolítica, enquanto os comerciantes menores continuam a especular.

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