A Voyager Digital, a plataforma centralizada de empréstimos de criptomoedas que entrou com pedido de falência no capítulo 11 em julho de 2022, está vendendo ativos por meio da exchange de criptomoedas Coinbase. Dados on-chain sugerem que a Voyager recebeu pelo menos US$ 100 milhões em USD Coin (USDC) em três dias, a partir de 24 de fevereiro.

Desde o Dia dos Namorados, 14 de fevereiro, a Voyager envia criptoativos para a Coinbase quase diariamente, alega a plataforma de análise de dados on-chain Lookonchain. A investigação mostra que a Voyager transferiu milhões de dólares através de tokens como Ether (ETH), Shiba Inu (SHIB) e Chainlink (LINK).

1/ Parece que a #Voyager está vendendo ativos através da #Coinbase.

Percebemos que a #Voyager recebeu 100M em $USDC da #Coinbase nos últimos 3 dias.

E a #Voyager tem enviado ativos para a #Coinbase quase todos os dias desde 14 de fevereiro

— Lookonchain (@lookonchain)

A Lookonchain revelou que a Voyager negociou pelo menos 23 tokens diferentes, avaliados em mais de US$ 100 milhões. A imagem abaixo mostra a lista dos tokens negociados com seus respectivos valores em dólares . No entanto, a Coinbase ainda não respondeu ao pedido de comentários do Cointelegraph para confirmar a legitimidade da acusação.

Lista de tokens vendidos pela Voyager na Coinbase. Fonte: Lookonchain

Apesar da liquidação, a Voyager detém quase US$ 530 milhões em criptomoedas. Suas maiores participações estão em Ether (US$ 276 milhões) e Shiba Inu (US$ 81 milhões).

Em meio à suposta venda de fundos, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) se opôs à decisão da Binance.US de adquirir mais de US$ 1 bilhão em ativos pertencentes à Voyager.

Em um documento datado de 22 de fevereiro submetido ao Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, a SEC declarou:

“No entanto, os devedores (Binance.US) ainda precisam demonstrar que seriam capazes de realizar tal negócio em conformidade com as leis federais de valores mobiliários.”

O arquivamento destaca preocupações sobre a legalidade e a capacidade da Binance.US para realizar a reestruturação de ativos planejada por meio da aquisição. Também questiona se os devedores da Voyager conseguirão recuperar ao menos partes de seus ativos após a falência da empresa.

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