A exchange de criptomoedas baseada nos EUA, Coinbase, afirma que a adoção do USD Coin (USDC) tem sido “mais conservadora” fora dos EUA. O atraso foi creditado às taxas de conversão de moedas estrangeiras em USDC.
Em um comunicado divulgado em 20 de outubro, a exchange disse que atualmente há três vezes mais USDC comprado com dólares do que com outras moedas fiduciárias.
“Atualmente, 3x mais USDC são comprados com USD em relação a moedas não USD. Em parte, isso ocorre porque, fora dos EUA, os usuários geralmente precisam pagar taxas no processo de conversão de sua moeda local em USDC, e isso é uma barreira para uma adoção internacional mais ampla.”
A criptomoeda atrelada ao dólar é atualmente a segunda maior stablecoin por capitalização de mercado, atrás do Tether (USDT).
A Coinbase disse que vê a utilidade de stablecoins como o USDC beneficiando habitantes de países que exigem uma moeda que não perca valor, altamente acessível e que dê acesso a finanças descentralizadas (DeFi).
A exchange disse que pretende “construir mais dispositivos on-ramp para os usuários acessarem o USDC” e isentará de taxas todos os clientes que compram ou vendem USDC usando moedas fiduciárias.
Em 2018, a Coinbase e a empresa de tecnologia de pagamentos Circle estabeleceram uma parceria para criar o Center Consortium para desenvolver o USDC, que atualmente é a segunda maior stablecoin do mercado e a quarta maior criptomoeda em termos de capitalização de mercado.
Stablecoins como o USDC são vistas como uma alternativa mais barata e rápida em comparação com os sistemas tradicionais de remessa para transferências de valor entre duas partes. Um relatório recente da Chainalysis mostra que o uso de stablecoins para remessas internacionais tem sido um fator chave para impulsionar a adoção de criptomoedas na América Latina.
Em setembro, a Circle anunciou que lançaria a stablecoin em cinco blockchains adicionais, incluindo Polkadot, Optimism, Near, Arbitrum e Cosmos.
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