A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) está considerando a blockchain para licenciamento de redes sem fio, informou a revista de tecnologia de informação e fintech ComputerWorld em 6 de maio.

Em um discurso na semana passada na conferência MIT Business of Blockchain, a comissária Jessica Rosenworcel disse que a tecnologia poderia ajudar a simplificar e reduzir o custo envolvido no tratamento da chamada organização de espectro sem fio.

Todos os dispositivos sem fio exigem ondas de rádio para se comunicar, o crescente número de dispositivos desse tipo e a expansão da Internet das Coisas (IoT) contribuem para a falta de frequências disponíveis.

A FCC está encarregada de dizer quais empresas podem usar quais frequências, concedendo direitos através de um processo de leilão complexo que está pronta para a disrupção, de acordo com Rosenworcel.

“Há muito software envolvido e verificação de dados financeiros e técnicos. Aceitamos lances, gerenciamos esses lances e emitimos licenças”, disse ela.

A FCC tentou reverter o atual status quo por vários anos, defendendo opções como o compartilhamento de frequência entre os clientes para impedir que a capacidade disponível permanecesse inativa.

Sob a situação atual, o rastreamento de dados de uso também fornece insights menos que perfeitos sobre o mercado, algo que a blockchain também poderia mudar.

“Temos esse registro de todas essas licenças, mas no dia-a-dia não sabemos com muita clareza o que está sendo usado e o que não está sendo usado”, continuou Rosenworcel. Ela adicionou:

"Então, se você colocasse isso em uma blockchain pública, você teria este registro de onde a demanda está onde ela é necessária."

Como relatado pelo Cointelegraph, a IoT constitui uma preocupação central tanto para as empresas de blockchain quanto para os reguladores, que usam a tecnologia para resolver uma série de desafios associados à sua rápida proliferação.

 

 

 

 

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