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Walter Barros
Escrito por Walter Barros,Redator
Lucas Caram
Revisado por Lucas Caram,Editor da Equipe

Criptomoedas desconhecidas sobem até 45% em meio à pressão sobre o Bitcoin apesar do recuo da inflação nos EUA

Dados do avanço dos preços em maio animou mercado de ações com possível alívio do Fed, mas questões regulatórias impõem cautela ao mercado cripto.

Criptomoedas desconhecidas sobem até 45% em meio à pressão sobre o Bitcoin apesar do recuo da inflação nos EUA
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Apesar do recuo do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA, o mercado de criptomoedas tirava pouco proveito das expectativas dos investidores com um possível alívio na taxa de juros do Federal Reserve (Fed), já que o mercado de criptomoedas movimentava US$ 1,06 trilhão (-0,26%) enquanto o Bitcoin (BTC) orbitava US$ 25,9 mil (-0,70%) com 47,6% de dominância de mercado.
Pelo que sugeriram os dados apresentados pela plataforma de análise on-chain Santiment, os investidores de criptomoedas ainda demonstram cautela com os últimos episódios envolvendo ações judiciais da SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, e as exchanges Binance e Coinbase. Entre os indicadores está a movimentação das baleias para a autocustódia, o que fez a oferta de Bitcoin nas exchanges cair para volumes mais baixos desde fevereiro de 2018.
No caso do CPI, o índice recuou de 4,9% para 4,0% entre abril e maio no acumulado anual, o que representou um avanço de preços de 0,1% no mês passado. Por outro lado, a inflação ainda mostra persistência porque representa o dobro dos 2% apontados como meta da autoridade monetária, resiliência capitaneada pela habitação (+0,6%) e alimentos (+0,2%).
Embora os números do CPI não sejam suficientes para assegurar a eventual pausa no arrocho monetário do Fed como forma de contar a inflação, os índices S&P 500 e Nasdaq atingiram máximas de 14 meses ao se estabelecerem em 4.369 (+0,69%) e 13.573 pontos (+0,83%) respectivamente.
A maioria das principais altcoins em capitalização de mercado operavam dentro de um canal delimitado entre 1% e +2%. Fora dele, o XRP estava precificado em US$ 0,50  4,75% e o WOO se equiparava a US$ 0,16 (-3,95%). Pelo lado positivo, o BNB se convertia em US$ 248,81 (+5,26%), o XTZ estava quantificado em US$ 0,79 (+8,41%), o INJ era comprado por US$ 6,22 (+5,43%) e o SANTOS se estabelecia em US$ 3,26 (+9,84%).
As altas de dois dígitos percentuais se concentravam sobre tokens pouco conhecidos. Nesse grupo, o DCR valia US$ 14,29 (+14%), o LSK se estabelecia em US$ 0,78 (+12%), o GCR representava US$ 0,72 (+12%), o QRDO estava cotado a US$ 0,10 (+27%), o DIONE se convertia em US$ 0,0034 (+26%), o SN se pareava a US$ 0,60 (+20%), o ALPINE era trocado por US$ 2,06 (+14%) e o NOM era negociado por US$ 0,35 (+45%).
Na última terça-feira, as baleias se alvoroçavam sobre o LINK enquanto algumas altcoins subiam até 20% em meio à lateralização do BTC com o anúncio do CPI, conforme noticiou o Cointelegraph Brasil.
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